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MILIUMA

insónias | ideias | publicações

#68 sistema start-stop

 

No dia 24 de Setembro falei sobre recomeços e mudanças. Tinha terminado de gravar "A Impostora" e "Mulheres Assim" havia pouco tempo. Tudo acontece assim, de um dia para o outro. Antes de conseguir perceber que nova fase era esta que eu antecipava, fui dar corpo a mais uma personagem. Desta ainda não posso falar, posso apenas dizer que já terminou e que apesar de muito muito pequenina, me deu um extremo gozo interpretá-la (não me é comum interpretar personagens históricas e é uma delícia!).

 

 

 

#17 parte II - comida e amor

 

(continuação de parte I - amor e comida)

 

O Miguel Somsen também consegue passar horas a falar da sua relação com a comida, e da comida com os portugueses e com as diferentes culturas.

 

No meio de mais uma conversa sobre este tema, falámos das nossas descobertas minimamente recentes (meia dúzia de anos, vá) sobre a forma como comemos dependendo da bebida que acompanha o prato. E eu dizia-lhe que não queria ir a um restaurante michelin pagar um menu de degustação para pedir um vinho só, porque esse vinho não iria acompanhar igualmente todos os pratos servidos; portanto, também teria de pedir um menu de degustação de vinhos para acompanhar e, para isso, vou ter esperar mais uns tempos para poupar a quantia certa. Ou então, bebo água, que essa não condena o sabor.

 

O Somsen gosta muito de vinho, mas é o senhor do Gin. E se houvesse um jantar de degustação de cozinha de autor acompanhada por degustação de gins como complementos (ou até potenciadores) de cada prato? Há:

 

 

#16 parte I - amor e comida

 
 

Primeiro ele começou a cozinhar para mim. Depois percebeu que isso o fazia muito feliz. Pelo meio, fui convencendo-o que ele tem talento para a culinária. Entretanto, fez o curso. Hoje trabalha num restaurante com duas estrelas michelin. E eu, eu fiz um blog depois de acabar a novela e decidi falar sobre o meu novo ano, a minha nova vida, as minhas mudanças e, hoje, sobre a minha relação com a comida.

 

Não é novidade que comecei uma dieta com a Ni, se bem que prefiro chamar-lhe reeducação alimentar. Dieta é, na verdade, um regime alimentar, é aquilo que comemos. E eu estou a alterar muitas coisas de há três semanas para cá.

 

Nem um mês passou e sinto-me diferente, o meu palato reconhece mais subtilezas e o meu estômago manda-me parar mais cedo. Como se a gula de comer até cair não me deixasse apreciar a complexidade do que ingiro. O mais importante, comecei a escolher, sempre que possível, aquilo que me alimenta. Desde o azeite à couve roxa da salada. E essa mesma couve roxa pode ser rica de sabor e percebo hoje que posso precisar de mais uns segundos para sentir o sabor dessa couve, essa couve que já não me sabe a corredor dos frescos e passou a saber a terra e a oxigénio e a verde, mesmo sendo roxa. 

 

Desta mudança na minha relação com a comida, comecei a frequentar restaurantes diferentes. Sem snobismos, o meu “craving” passou a ser outro. Como o orçamento não se dilatou nesta minha aventura, como fora menos vezes, mas compenso na qualidade, no sabor e na experiência.

 

 

 - TO BE CONTINUED @ parte II - comida e amor - 

 

 

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