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MILIUMA

insónias | ideias | publicações

#148 aniversário, regresso e partida

 

No dia 30 de Dezembro de 2017 publiquei aqui que um dos meus desejos para 2018 seria escrever mais. Isso aconteceu, de facto. Não neste blogue, contudo. Este blogue, ou site, foi criado como ilustração das miliuma aventuras de que a minha vida é feita, sendo que algumas se resumem ao simples acto de sobrevivência diária, de existência neste complexo e opressor planeta. Por vezes, a existência supera-me a consciência e o tempo passa sem que o contabilize. Oh, como foi rápida esta minha demorada ausência. É o meu aniversário, posso ser dramática à vontade :)

 

Hoje completo trinta e três anos e decidi voltar a escrever aqui. Foi um ano de mudanças, rupturas e nascimentos: a escrita da minha primeira peça de teatro, os dois meses fora de Portugal, o repensar de um percurso. Hoje, num chalé numas montanhas do Quebec, a ver a mudança da folhagem do outono e a uma antipática diferença horária de Portugal, tomo consciência do ano impressionante que tive, no bom, no mau e no aventureiro e regozijo-me por todas as mudanças a que continuo, sem demasiado medo, a propôr-me. Este ano não vai ser, de todo, mais fácil, mas pode ser que seja ainda mais feliz. Mais frio, vai ser certamente, que para a semana começa a nevar por este lado. Entretanto, como prenda de aniversário minha para todos "aí em casa", aconselho três documentários:

 

 

Como prenda de todos para mim, apareçam no evento que estou a organizar para o fim de Novembro, em Lisboa, no qual vou vender 95% das minhas coisas - roupa, acessórios e afins - com open closets de outras figuras lisboetas mui apreciadas. Vá lá, menos preciosismos, não sei se são exactamente 95%, mas é quase tudo o que tenho de bens materiais, que a família e o namorado nem por uma pequena fortuna os alugo. Quem quiser jantar para celebrar estes trinta e três anos de perfeito disparate e despedir-se de mais uma portuguesa navegadora por mares atlânticos, será altamente bem-vindo! :)

 

- O quê? A Helena vai embora outra vez? Só novidades, eu sei. Stay tuned!

 

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 Descoordenada e feliz na - caótica e bela - Cidade do México

 

 

#141 o acto do amor (às vezes próprio)

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 MARCEL DUCHAMP

 

Com o tempo, aprendi a não gostar das pessoas. A vontade de aguentar a inocência largos passos após as desilusões foi superada pelo despertar pleno, como uma manhã de sol, em paz com a existência de pessoas más. Não quero, com isto, englobar-me nas boas. Sim, eu faço parte das pessoas bondosas mas essa revelação decidi guardar para esta frase. Assim, como quem gosta de Nirvana e muda de estação à segunda estrofe de Pearl Jam, nessa manhã sublime dos meus catorze anos, decidi que não podia gostar de toda a gente. E chorei. Lá se foi o sol.

 

 

#90 maria helena vieira da silva

 

Uma amiga liga-me a dar os parabéns. Pessoal, é hoje o meu episódio do Ministério do Tempo. Rebobinámos na box e assistimos, os quatro, à magia moderna de me ver a interpretar a Maria Helena Vieira da Silva numa placa de LEDs luminosos. Para eles, esteve bem e passou num instante. Boa, miúda. Para mim, não foi bem assim.

 

Enquanto passamos pelos vossos televisores como hologramas, apropriamos palavras que vós, espectadores atentos, acreditam desaparecer connosco quando desligam o botão e vão dormir. ( os espectadores desatentos não escutam essas palavras, ouvem manchas sonoras que fazem companhia nos fins de dia, nada contra, acho enternecedor pensar que a minha voz pode fazer parte dessa tecelagem humana.)

 

Escrevo aos espectadores atentos, os que imaginam como será a nossa vida de ler textos, ensaios, talentos naturais a debitar as palavras das personagens que parece que têm sempre tanto a ver connosco. Escrevo para lhes dizer que em cada episódio há dias e dias de trabalho, de doze horas diárias em estúdios, de acordar de madrugada e chegar a noite a casa, de receber textos à última da hora de cenas que ainda estão longe de acontecer e que estão descontextualizadas daquilo que já conhecemos da personagem, textos com palavras que não foram escritas nem pensadas por nós mas, tantas vezes, por pessoas que nunca conhecemos na vida. Com as tais palavras que se tornam nossas. Para lhes lembrar que chegamos a casa e também gostamos de fazer sopa para o jantar, dar um beijo a alguém, tomar um banho, fazer algo de diferente, mas há textos para estudar e de repente já só faltam outra vez cinco horas para acordar e ter a cara mais lavadinha do mundo em frente a lentes e câmaras que nos engordam e disformam para duas dimensões, favorecendo uns e acabando com a auto-estima de muitos, muitos mais.

 

Eu, eu não tenho razão de queixa. Quanto mais trabalho mais gosto do que faço, interpretar é uma fonte infinita de felicidade. Contudo, espectadores atentos, expectantes e especuladores, as palavras não desaparecem quando o televisor desliga. Podem desligar todos os televisores do mundo e destruir todas as boxes e gravadores existentes que o nosso cérebro guarda as palavras, uma a uma, e bebe as personagens e aglutina-as em nós, qual Pessoa, qual Álvaro de Campos. As palavras não vão embora porque nós também não vamos embora e, enquanto se cruzam com os nossos hologramas televisivos, os espectadores atentos e desatentos estão, apenas e na verdade, a ver-nos a crescer. 

 

 

#72 o benefício

 

Ninguém sabe o que é, mas vai ser incrível! - diz o R.

 

Eu tenho uma ideia. Ouço falar d' O Benefício há três anos e só isso já é o suficiente para perceber que se trata do fruto de um pensamento acarinhado pelo tempo. Não sei há quanto tempo, quantos anos, talvez décadas, está O Benefício a ser marinado na mente de um dos amigos mais criativos deste país. Sei que O Benefício chegou. Com ele o seu website e a breve oportunidade de entrar na pré-compra da primeira edição limitada de cem exemplares deste maravilhoso regalo. Não, isto não é um giveaway, mas antes um post de alta utilidade para quem é apreciador da excelência, singularidade e exclusividade do que temos de melhor em Portugal. 

 

Que bonita esta forma de seleccionar o número da edição limitada, parece um cartão picado:

 

Sim, eu também estou muito curiosa. Para ajudar, aqui segue o teaser:

 (se não abrir, cliquem aqui)

 

"O BENEFÍCIO É DE TODOS e para todos, merece ser partilhado com o mundo e apreciado em momentos únicos com aqueles que mais gostamos. É uma história sem reticências ou ponto final que queremos continuar a escrever. A várias mãos. Em várias línguas."

 

#11 o gin miliuma e a primavera

 

Assim foi, no dia 23 de Março de 2016, no Gin Lovers | Embaixada, que eu presenteei os meus amigos com gins e amêndoas e fui presenteada por dezenas deles, ali, a apoiar-me com um sorriso e tantos elogios:

 

 

Foi como fazer anos, mas melhor.

 

 

A apresentação não foi mais do que uma explicação rápida sobre de que trata este blog. Entre mais de cinquenta pessoas, visitou-me o único que conhecia o meu primeiro e antiquíssimo blog, o João Tordo, que me perguntou porque estávamos a fazer uma festa passados tantos anos e se eu tinha mudado o nome ao dito cujo e, ainda, o político José Magalhães, que carinhosamente me ofereceu um livro da sua autoria, autografado e dedicado a mim. 

 

Para jantar, sobraram 30 e poucos resistentes, que juntei, em alguns casos, de forma imprevisível. Acabámos a noite com gargalhadas e, enquanto fechávamos a porta do edifício como últimos a sair, recebi frases como "para além de ter sido espectacular, ainda conheci gente tão, mas tão fixe. obrigada, helena".

 

Ainda estou a recuperar de tanta felicidade. Estas seis horas ficaram para a vida.

 

 

Deste dia, só coisas boas. Obrigada a todos que presentearam os meus quase trinta e um anos de vida e o meu primeiro projecto com tanta alegria - não sabia que eram (éramos) tantos; desde os amigos recentes aos que já conheço há mais de uma década, na noite de 23 de Março de 2016 senti-me em casa.

 

#miliumablog

 

 

#10 a primavera de 2016 e o começo do miliuma

 

Como prometido, chegou a Primavera que o novo acordo ortográfico teima em escrever com minúscula inicial. E com ela, o festejo.

 

No dia 1 de Março abri este adorado conjunto de zeros-e-uns e anunciei prontamente que celebraríamos mais lá para os dias quentes. Passa rápido. É já na quarta-feira. Celebremos a Primavera, as novas resoluções, a amizade e a capacidade de fazermos o que desejamos, sem pensar muito em quanto tempo durará nem qual o resultado final.

 

Não faço promessas, não é uma campanha eleitoral. A minha única quase-regra está no fundo da página do blog, escrita a branco por cima de um bloco de cor de cimento, que para quem tem dificuldade em deslizar os dedos no rato, eu copio após a imagem. 

 

Estão todos convidados a vir dar-me um abraço e a conhecer o Gin Lovers® na Embaixada, se é que ainda não conhecem. Atenção: não esperem nada para além de um bom convívio à moda antiga, com amigos, copo de Gin Miliuma na mão e converseta até à hora de jantar. Até lá.

 

 

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Ficarei muito grata com partilhas, desde que devidamente assinalada a sua origem com o link do post em questão. As opiniões vão mudando de tempos a tempos e nunca deixam de ser apenas opiniões - é favor as não levarem demasiado a sério. Finalmente, é importante salientar que apenas promovo produtos ou serviços nos quais acredito e os quais aprecio e usufruo, sendo que nenhum post sobre marcas, produtos, restaurantes ou outros serviços são necessariamente associados a ofertas e incluem-se as situações de falar positivamente sobre marcas com as quais nunca contactei e das quais adquiro produtos sem qualquer desconto ou benefício. Só assim considero que vale a pena! Obrigada.