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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#66 aquela conversa desagradável sobre cosméticos

 

Contexto: 

Quando terminei o meu curso na faculdade, há uns quantos e bons anos, vivi momentos de muita ansiedade. A crise económica tinha chegado nesse ano e todas as fantásticas perspectivas (e até promessas) de trabalho foram por água abaixo com os pânicos gerais que se criam nessas situações e os despedimentos em massa que aconteceram em 2008. Surgiu aí o hábito de contratar estagiários sem lhes pagar, durante três meses (os chamados estágios curriculares) e assim se foram mantendo abertas as empresas e baixando o nível da qualidade de tudo o que se fez durante um bom período, ou mau período, em Portugal. Foi como uma onda, num mar aparentemente calmo. A água pelo joelho, olho para a areia pelo ombro e quando enfrento o horizonte de novo, já estou a ser levada e enrolada, no meio de espuma e mais espuma, tento respirar quando ela passa mas logo vem outra e outra e outra até deixar de as contar. Por dois ou três meses, foi assim que me senti. Depois entrei numa pós-graduação em Cuba e a minha vida mudou para sempre. E para melhor. 

Nesses meses, tive a minha primeira queda de cabelo. Vivia em Benfica, numa casa que não gostava, num turbilhão de mudança, numa insegurança (literalmente, a rua era perigosa) e inconstância tremendas. Tomava banho, agarrava mechas inteiras que me escorregavam por entre os dedos e chorava. Passou. E passaram os anos.

Depois, ele morreu. Não interessa, não vou afundar-me na tragédia da morte de quem nos é próximo. Interessa o choque, o luto, o corpo reagir por todas as lágrimas que, forte, não deitava. Que disparate, como se não chorar fosse sinal de força. E o cabelo caía até ter chegado a 2013 com um pequeno rabo de cavalo, fininho, diferente do cabelo brilhante, robusto e vigoroso que me caracterizava.

 

 

 

#41 agendar a felicidade - parte II

 

 

Um dos meus primeiros posts teve como título “agendar a felicidade”. Quase três meses depois descobri o Blissbooker, que significa basicamente o mesmo.

 

Tudo começou quando fui ao meu cabeleireiro favorito em Lisboa e me deram um vale de desconto para a marcação seguinte. Tirando as hidratações e os cortes, é raro ir ao cabeleireiro, mas o desconto era enorme e pedi mais informações. Afinal, podia reservar o meu cabeleireiro em Lisboa através de um site que está com promoções constantes.

 

Voltei para casa e vi que estava uma promoção de hidratação da Shu Uemura a 50% do preço. Já falámos do Shu Uemura e desde que tive uma queda de cabelo muito acentuada por stress, passei a ter muito cuidado com o que alimento o meu couro cabeludo. Enfim, escolhi o dia e a hora, paguei online, recebi a confirmação e fui. No centro toda a gente já sabia de tudo, não havia problema de comunicação: o meu nome, o tratamento, que estava pago. Fácil. Depois, uma rapariga chamada Chica (nome fictício) ligou-me de Barcelona a perguntar como tinha sido a minha experiência. Acabámos o telefonema a trocar links de outros sites que também trazem felicidade ao cabelo e não só.

 

Também há uma app e um desconto logo na inscrição.

Neste último mês, já fui três vezes ao meu cabeleireiro através do Blissbooker. É só estar atento às promoções. O cabelo agradece.

 

 

(Não sei se é do nome, das meninas ou dos produtos, mas saio de lá sempre feliz.)

 

Os links que troquei com a Chica e que acho porreiro partilhar:

http://eu.feelunique.com

https://www.lovelula.com

http://www.organii.pt

 

 

 

 

#26 o champô não é para comer

 

A minha nova amiga R. disse a um colega actor: a Helena agora tem um blog muito giro, de culinária. Como assim? O meu blog não é de culinária… não estarás a misturar o facto de ter um namorado que é Chef? Não, Helena, até agora só li posts de comida e gastronomia, mas às tantas não tenho tido sorte. E lá começou a R. a fazer scroll. E realmente parece que falo muito sobre essa maravilha que é a gastronomia e suas ramificações.

 

Há uns anos assisti a uma master class do Saul Williams, que afirmava contundentemente que o nosso trabalho e criatividade são definidos pelo nosso input: o que lemos, o que comemos, o que consumimos. Essa frase marcou-me. Mais do que o jantar no restaurante vegetariano e o facto de termos ido para o Musicbox com uma data de pessoal talentoso nessa noite. Afinal, não é todos os dias que se sai à noite com o Saul Williams. Pelo menos, eu não saio. 

 

Depois desse dia, comecei, a pouco e pouco, a consumir menos químicos e, dadas as duas quedas enormes que já sofri, comecei pelo cabelo:

(ok, hoje em dia também tento fazer isso com a alimentação, mas não estou autorizada a falar de comida neste post)

 

 

A Shu Uemura tem muitos poucos químicos e, portanto, fui fazer um abastecimento.

Também uso John Masters Organics (à venda na Organii) e, em tempos de orçamentos apertados, Jason.

 

(As flores? São umas flores giras que a minha mãe me deu e que caíram ali na mesa para que a fotografia se tornasse mais agradável aos olhos.)