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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#142 gula - ep.16

 

Recebi uma caixa em casa cheia de produtos graficamente bonitos. Defensora de projectos nacionais e produção portuguesa, fiquei curiosa e arranjei logo apetite para experimentar. Eufemismos, claro. O apetite, deste lado, nunca cessa.

 

Depois, uma chamada. No meio da simpatia da conversa, a frase: só queremos é que gostes, não precisas de promover, não precisas de fazer posts, nós oferecemos sem esperar nada em troca. A isto, em bom português, chama-se: cereja no topo do bolo. Que bonito!

 

Assim começou a minha paixão pela ISWARI. Até às meninas personal trainers do ginásio já andei a mostrar o site de uma ponta à outra. Já disse que é português? Não preciso de me alongar. Não que não queira, mas o projecto diz tudo.

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#115 gula - ep.5

 

Caros ouvintes e telespectadores:

A Gula (a rubrica, eu sou apenas gulosa de chamuças de caril e outras iguarias que tais) ausentou-se por uma semana a título de excepção. Sou só eu a gerir este estaminé e quando se está doente e com prazos para entregas de concursos de cinema, a coisa tem que ser levada com mais calminha. Após esta espécie de justificação e ridículo pedido de desculpa pela ausência, afirmo que uma imagem do Cristiano Ronaldo a dançar na televisão acabou de interromper o meu raciocínio.

 

 

Muito se tem falado dos termogénicos, suplementos e alimentos que aumentam o metabolismo e favorecem o emagrecimento. Ora, como não tomo nada sem consultar os génios da família e até regressei ao ginásio, pelo que seria interessante juntar as duas coisas (ginásio e suplementos), fui chatear, desta feita, o meu irmão para me ajudar numa investigaçãozinha.

 

 

#109 libertem o sarampo

 

Custa-me muito escrever isto, mas:

Liberdade, ponto e vírgula.

 

É muito lindo isto da liberdade e eu que sou toda sangue quente a defender a liberdade de tudo e mais alguma coisa, mas como é possível sentirmo-nos agora, perante a liberdade de escolha de não vacinar as crianças?

 

A menina morreu. Após 23 anos em Portugal sem nenhuma morte por sarampo. Morreu porque não era vacinada - fim da história.

 

Eu tenho um afilhado com 17 anos e nem consigo imaginar tal cenário. Ele, claro, vacinado, que essa questão lá em casa nem se coloca. Mas e se ele morresse por culpa minha? E se ele morresse por culpa de um idiota qualquer que pensa que sabe mais de medicina que os médicos e que é detentor de um conhecimento profundo de artigos da internet que falam sobre a conspiração da indústria farmacêutica e abre links com títulos como: “os medicamentos naturais que eles não querem que você conheça” ? O que faria eu, como poderia viver com tal revolta? Como vais viver tu, mãe da criança, tu e a tua homeopatia?

 

 

#38 trinta e oito hashtags em três meses

 

© Chtcheglov

 

Faz hoje três meses que comecei este blog. Uma parte não funcionou, mas há mais coisas ainda que não arrancaram, por escolha. Tal como 2016, tal como os trinta anos que cavalgam para o fim, tudo me parece ainda cedo, criança, princípio, embrião. Parece que as resoluções dos trinta foram ontem, o grito de reveillon esta manhã e que adormeci após o almoço para acordar agora e perceber que ainda há tanto para fazer.

 

A minha ideia inicial era usar o meu Happiness Planner para tudo e a conclusão a que cheguei é que é demasiado volumoso para transportar comigo para todo o lado. Continuo a ser uma frequentadora de transportes públicos a mais de metade dos dias e carregadora (no geral) de malas pequenas, pelo que o diário vai ficando em casa e o tempo não me ajuda a preenchê-lo todos os dias. Não deixei, contudo, de dar uso aos autocolantes que, infantilmente, continuam lindos. A dieta, essa, mal comecei. Não que a Ni não seja uma excelente nutricionista, porque sei que é e porque me liga sempre que preciso para saber como me corre a dieta. E quando sigo o plano dela, sigo-o bem e sinto-me bem. O cérebro, o meu, é que não me deixa parar em casa e impulsiona-me para reuniões e projectos e saídas e conversas e, pouco esperto, faz-me acompanhar todos os momentos criativos de comida. Não me chega a Ni, preciso de ir buscar o livro dela e de começar a enfrascar as refeições, que os meus desejos de caranguejos fritos e a minha escolha de agricultura sustentável não me apoiam: o primeiro engorda e comer biológico não emagrece, é só melhor para a saúde. Por falar em saúde, nestes três meses duas coisas melhoraram: comecei a gostar de ter uma rotina de exercício e a culpa é do maravilhoso Rapid Fit&Well, se não fosse com eles não sairia do sofá; comecei a ir ao osteopata e até já cresci um centímetro (ou recuperei-o, como preferirem). Também posso dar o contacto, se quiserem.

 

Hoje o meu objectivo é divulgar, é desmistificar uma série de coisas e falar sobre outras tantas que me aprouverem.

 

De repetir quantas vezes as necessárias que, por agora, neste blog recém-nascido, quase ou todos os produtos e serviços que por aqui são recomendados, são pagos e experimentados por mim. Isto não é um negócio online criado com esse objectivo. Tudo o que transmito e aconselho é aquilo que é, hoje, bom para mim e que eu acho que será bom para quem estiver à procura de suplantar as mesmas necessidades que eu tenho. Falo de supermercados biológicos, de produtos de cabelo sem sulfatos, de restaurantes, de livros, de decoração e de carteiras e, até hoje e como é natural, todos fazem parte da minha rotina enquanto pessoa que paga pelos seus produtos e serviços como qualquer uma outra. Esta sou eu, a Helena, que tanto fala e pouco se cala. Se um dia as marcas me quiserem pagar para publicar sobre elas, que nunca se esqueça quem por aí vagueia nas minhas miliuma ideias, que jamais o faço ou farei sem consciência, que tudo continuará a vir de mim, das minhas preferências, das minhas ideias, da minha vontade. De outra forma não me interessa e só na garantia da integridade de um opinion-maker lhes devia interessar a elas também.

 

Em três meses ouvi uma vez uma frase muito bonita: gostamos do teu blog porque pensas fora da caixa. Percebi que estava a ser compreendida e fiquei satisfeitíssima. Se tantas pessoas utilizam as redes sociais para promoverem uma identidade que não corresponde à realidade, um produto de uma estratégia de marketing, um almejo de perfeição à qual o público sonha ascender, um crop da fotografia completa, eu não. Eu prefiro a realidade, a consciência. Às vezes embelezada, não tanto por mim mas mais pela minha memória, que teima em colocar um filtro cinematográfico aos meus dias e às minhas histórias.

 

Escreve mais, são essas coisas que eu quero ler, disse a P. sobre uma segunda-feira passada, cheia de fait-divers cómico-trágicos daqueles que parecem só acontecer a mim e a meia dúzia mais de gatos pingados. Está bem. Não prometo, mas…está bem. Que os próximos três meses sejam miliuma vezes mais felizes. Ou duas. Ou uma e meia, uma e meia chega.