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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#131 costa alentejana e vicentina IV

 

Capítulos anteriores:

Costa Alentejana e Vicentina - parte I

Costa Alentejana e Vicentina - parte II

Costa Alentejana e Vicentina - parte III

 

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A Herdade da Matinha teve direito a uma promessa de regresso. Deixando a Herdade, o primeiro destino foi a Praia do Malhão. Apaixonante e assustadora. O mar, de bandeira amarela hasteada, enrolava uma onda sobre outra onda sobre outra onda e não permitia respirar. Pedras bicudas escondiam-se enquanto a maré enchia, deixando-me imediatamente em alerta, atenta a cada veraneante que decidia mergulhar nas áreas das pedras sem as saber ali. Contudo, apesar do necessário cuidado com o mar, não se pode descer a Costa Vicentina sem visitar o Malhão. 

 

 

 

 

 

#128 costa alentejana e vicentina II

 

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Capítulo anterior: costa alentejana e vicentina I

 

O ferry parte daqui a uns minutos. Que sorte, pensámos. Comprámos dois cartões lisboa viva e seguimos viagem. (Pelos vistos, é possível levar cartões lisboa viva pré-carregados.) Enquanto esperávamos, ciganos simpáticos diziam: não têm medo de ciganos, pois não? Então levem lá estes óculos a vinteurinhos. A polícia uns passos à frente e a vontade era perguntar, a um dos dois, ou ciganos ou polícia, como é que isto acontecia.

 

 

#88 o restaurante mais bonito de lisboa

 

À entrada, ainda que haja lugares disponíveis, é-se reencaminhado para o bar, numa mezzanine maravihosa. A paixão começa aí: é, na minha opinião, o restaurante mais bonito de lisboa. Não descrevo o espaço porque há um risco demasiado grande em ser injusta, em criar imagens mentais demasiado aquem da realidade. A visita ao Asiático, do famigerado Chef Kiko, é obrigatória pelo seu espaço. Se fosse turista em Lisboa, sairia feliz com a visita - ver arte, comer, comer-arte é tempo mais bem vivido do que em alguns museus.

 

Mas não sou turista em Lisboa. E o meu companheiro cozinha horrorosamente bem, como toda a gente já sabe. E tenho amigas que viveram na ásia e me levam a restaurantes muito fiéis aos sabores asiáticos lá do sítio.

 

O Asiático peca pelas doses pequenas e caras para quem quer satisfazer-se com várias. O couvert é fraquinho e caro. Falha nas texturas - demasiadas a focar-se no gelatinoso e ligeiro - e em informar os clientes que devem usar com fartura as especiarias disponíveis nas mesas. Sem elas, a cru, como eu comi, a comida sabe a pouco. Voltarei para um menu de degustação regado a especiarias e só assim poderei dar o meu veredito final. E para beber mais do pisco sour, que é bom! Contudo, como em alguns museus, uma visita chega.

 

Até lá, deliciar-me-ei vezes sem conta n’O Talho e n' A Cevicheria, que o Chef Kiko, nesses, acertou na mouche.

 

 

O Asiático Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato