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MILIUMA

insónias | ideias | publicações

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#128 costa alentejana e vicentina II

 

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Capítulo anterior: costa alentejana e vicentina I

 

O ferry parte daqui a uns minutos. Que sorte, pensámos. Comprámos dois cartões lisboa viva e seguimos viagem. (Pelos vistos, é possível levar cartões lisboa viva pré-carregados.) Enquanto esperávamos, ciganos simpáticos diziam: não têm medo de ciganos, pois não? Então levem lá estes óculos a vinteurinhos. A polícia uns passos à frente e a vontade era perguntar, a um dos dois, ou ciganos ou polícia, como é que isto acontecia.

 

 

#50 FODMAP, sim, escrevi bem

 

CONTEXTO

Não estou certa se já referi isto no blog, mas creio que sim: sou alérgica a uma data de coisas mais um par de botas. Desde quase todas as frutas aos pólens e animais, tenho todo um espectro de alergias e rinites e conjuntivites alérgicas para completar o pacote. Se a minha mãe me lavou demasiado as mãos quando era pequena? Duvido, todas as minhas semanais visitas a castelo de paiva eram regadas a mãos pretas de terra e a bocas de cenouras por lavar. O meu irmão ficava fechado em casa e está rijo, vá perceber-se. Por volta dos dezanove anos, comecei a ter manifestações que ultrapassavam as habituais comichões na língua quando comia ananás e passei aos sintomas graves, os que me proibiram de continuar a ingerir toda uma lista de alimentos. Estou habituada e, quem sabe, à minha boleia ainda se descobrirá uma vacina qualquer de dessensibilização a estes alergéneos. Até lá, confesso as saudades de beber um sumo laranja natural e vivo a minha vidinha, aproveitando este presente em que ainda posso comer frutos silvestres. A alergia aos alimentos pode sempre crescer, portanto, em vez de chorar pela laranja, delicio-me com a amora. 

 

Bacalhau à Brás do Chef Bertílio Gomes - Restaurante Chapitô à Mesa

 

 

#17 parte II - comida e amor

 

(continuação de parte I - amor e comida)

 

O Miguel Somsen também consegue passar horas a falar da sua relação com a comida, e da comida com os portugueses e com as diferentes culturas.

 

No meio de mais uma conversa sobre este tema, falámos das nossas descobertas minimamente recentes (meia dúzia de anos, vá) sobre a forma como comemos dependendo da bebida que acompanha o prato. E eu dizia-lhe que não queria ir a um restaurante michelin pagar um menu de degustação para pedir um vinho só, porque esse vinho não iria acompanhar igualmente todos os pratos servidos; portanto, também teria de pedir um menu de degustação de vinhos para acompanhar e, para isso, vou ter esperar mais uns tempos para poupar a quantia certa. Ou então, bebo água, que essa não condena o sabor.

 

O Somsen gosta muito de vinho, mas é o senhor do Gin. E se houvesse um jantar de degustação de cozinha de autor acompanhada por degustação de gins como complementos (ou até potenciadores) de cada prato? Há:

 

 

#16 parte I - amor e comida

 
 

Primeiro ele começou a cozinhar para mim. Depois percebeu que isso o fazia muito feliz. Pelo meio, fui convencendo-o que ele tem talento para a culinária. Entretanto, fez o curso. Hoje trabalha num restaurante com duas estrelas michelin. E eu, eu fiz um blog depois de acabar a novela e decidi falar sobre o meu novo ano, a minha nova vida, as minhas mudanças e, hoje, sobre a minha relação com a comida.

 

Não é novidade que comecei uma dieta com a Ni, se bem que prefiro chamar-lhe reeducação alimentar. Dieta é, na verdade, um regime alimentar, é aquilo que comemos. E eu estou a alterar muitas coisas de há três semanas para cá.

 

Nem um mês passou e sinto-me diferente, o meu palato reconhece mais subtilezas e o meu estômago manda-me parar mais cedo. Como se a gula de comer até cair não me deixasse apreciar a complexidade do que ingiro. O mais importante, comecei a escolher, sempre que possível, aquilo que me alimenta. Desde o azeite à couve roxa da salada. E essa mesma couve roxa pode ser rica de sabor e percebo hoje que posso precisar de mais uns segundos para sentir o sabor dessa couve, essa couve que já não me sabe a corredor dos frescos e passou a saber a terra e a oxigénio e a verde, mesmo sendo roxa. 

 

Desta mudança na minha relação com a comida, comecei a frequentar restaurantes diferentes. Sem snobismos, o meu “craving” passou a ser outro. Como o orçamento não se dilatou nesta minha aventura, como fora menos vezes, mas compenso na qualidade, no sabor e na experiência.

 

 

 - TO BE CONTINUED @ parte II - comida e amor - 

 

 

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