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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#122 gula - ep.8

 

Tenho uma óptima Nitricionista e ela é a primeira a dizer-me que, com equilíbrio, devo experimentar tudo, para ver com o que é que me sinto melhor. Como tudo, neste fado desgraçado no nosso jardim à beira-mar plantado, o que funciona para uns não funciona para todos. Assim, comecei a ler sobre dietas e a que me encantou mais foi a dieta do paleolítico, embora não compre essa ideia de que temos que comer como os nossos antepassados, aliás, bom, enfim, sem comentários - mas que de facto a minha tia emprestada está com um corpo espectacular e magra com o paleo, lá isso está. E porquê? Porque, por exemplo, se cortam leguminosas quando se comem proteínas e se cortam comidas processadas e açúcares e isso não é só a Paleo, mas bom, vamos lá experimentar. E experimentei e comecei a desinchar mas não estava a sentir-me óptima com a ideia de ingerir tanta gordura nem tanta carne. Conclusão: o meu coração agradece e o planeta também. Fiz um workshop/masterclass do qual falei aqui e fiquei também interessada em coisas com o flexitarianismo, mas cada vez que falo ao meu Chef que penso cortar quase por completo na carne, sinto que o abandono nesta parceria de comedores de entrecosto suculento como só nós.

 

 

#108 gula - ep.3

 

 

 

Sou uma pessoa de muitas alergias. Garanto, contudo, que não escolhi ter nenhuma. Quase toda a fruta, alguns tipos de tomate, algumas árvores e relvas, pólen, pó, ácaros, gatos, cães, anestesias, medicação e alguma intolerância à lactose. Não posso beber um sumo de laranja há mais de dez anos e não sei o que é viajar sem levar um papel com números de emergência, um kit de adrenalina, seguro de saúde em viagem e muitas perguntas insistentes: I’m asking if the food has fruit, or the sauce was made with any kind of fruit. Caras de caso, compreendem-me, mas acham bizarro.

 

 

#57 somos o que comemos

 

À porta do Miss Jappa, no Príncipe Real, falava com uma portuguesa, uma brasileira e um espanhol sobre comida, enquanto esperávamos a nossa mesa. Referi que a minha alimentação se alterou para melhor nos últimos tempos. Desde que fiz trinta muito se alterou para melhor. Desde que tenho o blog, também. Escrever ajuda a organizar o pensamento.

Actualmente, em casa, consumo a maioria dos meus alimentos através destas três opções:

cabazes biológicos de entrega ao domicílio, mercados biológicos ou cultivo interior.

 

1 - Cabazes biológicos de entrega ao domicílio

Há sites, uns mais bonitos que outros, que nos deixam escolher que alimentos queremos colocar na nossa caixinha semanal (ou mensal ou até pontual) e receber com um sorriso em casa. São frutos e vegetais da época, cultivados em agricultura sustentável, entregues ao domicílio directamente pelo produtor. Não passam por cadeias de distribuição, não encarecem cinquenta vezes, não apanham porcaria do mercado abastecedor, não são produzidos em estufas cheias de químicos nem são importados (salvo raras excepções invariavelmente mencionadas nos sites). Não são maçãs para capas de revista. É fruta com ar verdadeiro, são alfaces que cheiram a alface desde o corredor do prédio, quando abrimos a porta ao senhor das entregas.

 

Quinta do Arneiro

Quinta da Pedra Branca

Prove

Mercado Saloio

Belong

Pede Salsa

Horta à Porta

Bioino

Quental Biológico

Quintinha

 

© fruverymas.com

 

 

#50 FODMAP, sim, escrevi bem

 

CONTEXTO

Não estou certa se já referi isto no blog, mas creio que sim: sou alérgica a uma data de coisas mais um par de botas. Desde quase todas as frutas aos pólens e animais, tenho todo um espectro de alergias e rinites e conjuntivites alérgicas para completar o pacote. Se a minha mãe me lavou demasiado as mãos quando era pequena? Duvido, todas as minhas semanais visitas a castelo de paiva eram regadas a mãos pretas de terra e a bocas de cenouras por lavar. O meu irmão ficava fechado em casa e está rijo, vá perceber-se. Por volta dos dezanove anos, comecei a ter manifestações que ultrapassavam as habituais comichões na língua quando comia ananás e passei aos sintomas graves, os que me proibiram de continuar a ingerir toda uma lista de alimentos. Estou habituada e, quem sabe, à minha boleia ainda se descobrirá uma vacina qualquer de dessensibilização a estes alergéneos. Até lá, confesso as saudades de beber um sumo laranja natural e vivo a minha vidinha, aproveitando este presente em que ainda posso comer frutos silvestres. A alergia aos alimentos pode sempre crescer, portanto, em vez de chorar pela laranja, delicio-me com a amora. 

 

Bacalhau à Brás do Chef Bertílio Gomes - Restaurante Chapitô à Mesa