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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#131 costa alentejana e vicentina IV

 

Capítulos anteriores:

Costa Alentejana e Vicentina - parte I

Costa Alentejana e Vicentina - parte II

Costa Alentejana e Vicentina - parte III

 

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A Herdade da Matinha teve direito a uma promessa de regresso. Deixando a Herdade, o primeiro destino foi a Praia do Malhão. Apaixonante e assustadora. O mar, de bandeira amarela hasteada, enrolava uma onda sobre outra onda sobre outra onda e não permitia respirar. Pedras bicudas escondiam-se enquanto a maré enchia, deixando-me imediatamente em alerta, atenta a cada veraneante que decidia mergulhar nas áreas das pedras sem as saber ali. Contudo, apesar do necessário cuidado com o mar, não se pode descer a Costa Vicentina sem visitar o Malhão. 

 

 

 

 

 

#129 costa alentejana e vicentina III

Capítulos anteriores:

Costa Alentejana e Vicentina - parte I

Costa Alentejana e Vicentina - parte II

 

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Chegamos ao Cercal do Alentejo e num instante nos aparecem as placas para a Herdade da Matinha. Atenção à estrada, depois de entrarmos na herdade e até chegar às casas (são dois edifícios), vai um caminho louco que não gosta de carros rebaixados ou aceleras. Passamos por cavalos e lembramo-nos da nossa experiência no Oeste, têm sido viagens repletas de coisas boas, realmente. E a Matinha, carinhosamente tratada, foi surpreendente e das melhores experiências deste ano. Estacionado o carro, uma ponte até à casa-mãe, onde fica a recepção.

 

#128 costa alentejana e vicentina II

 

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Capítulo anterior: costa alentejana e vicentina I

 

O ferry parte daqui a uns minutos. Que sorte, pensámos. Comprámos dois cartões lisboa viva e seguimos viagem. (Pelos vistos, é possível levar cartões lisboa viva pré-carregados.) Enquanto esperávamos, ciganos simpáticos diziam: não têm medo de ciganos, pois não? Então levem lá estes óculos a vinteurinhos. A polícia uns passos à frente e a vontade era perguntar, a um dos dois, ou ciganos ou polícia, como é que isto acontecia.

 

 

#126 costa alentejana e vicentina I

 

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Mudou de emprego e teve menos de uma semana de pausa entre um e outro. Eu corri a bloquear esses dias para me poder escapar daqui. Não convinha voar para lado nenhum, íamos perder horas em aeroportos e viagens e o importante, o realmente importante, era estarmos juntos e fora de casa, num lugar qualquer que não fosse nosso, onde pudéssemos respirar. Antes, há uns tempos ou talvez apenas antes desta viagem, pensava que só sentiria férias se passasse a fronteira e recebesse a mensagem com a tarifa do roaming. Acabou-se o roaming e, com ele, acabou-se o meu preconceito - fui conhecer a costa alentejana.