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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#139 gula - ep.14

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De volta ao continente, neste mar de mudanças, visitei o Panorama lisboeta. O conhecido bar com vista magnífica sobre a capital da luz (não confundir com Paris, esta luz é mais fixe) tem um dos restaurantes com menu de degustação mais surpreendentes que já experimentei. Diz quatro pratos e contei treze mais o couvert, ou seja, catorze. Como sou boa a matemática, eu sei. Não é surpreendente só por si, dizer quatro momentos e ter dez de bónus?

 

 

#111 gula - ep.4

 

A primeira vez que provei sushi foi no Rio de Janeiro, em 2001, última refeição antes de regressar a Portugal. Não gostei nada. Hoje lembro-me da textura e percebo que não gostei porque era mal preparado. Em 2004, a medo, repeti a experiência e desde então nunca mais parei. Nos últimos treze anos, houve semanas após semanas em que nenhuma passava sem umas quantas fatias de sashimi. Mudei de morada para o outro lado do atlântico várias vezes, América do Norte, Caraíbas (onde quase só comi frango e lagosta), América do Sul. Foi em Los Angeles que comi o melhor temaki da minha vida.

 

©PAUL SIRISALEE

 

 

#65 hashtag férias

 

2016 tem sido interessantíssimo. Sem ironia, tem mesmo. Mas o interessante nem sempre paga as contas e agora que vou ter a minha semana de férias anual a dois - é preciso chegarmos a Novembro para conciliarmos 7 noites consecutivas. Assim, para as nossas importantes férias de uma semana e qualquer coisa a descansar o cérebro e a alimentar o coração, num instantinho percebemos que precisávamos de praia e pouca movimentação. Contudo, com 7 noites apenas, torna-se apertado ir para a Ásia e destinos com os quais sonhamos persistentemente (sim, o advérbio é mesmo este!) Portanto começámos a ver destinos mais próximos e que ainda nos permitam apanhar sol e umas temperaturas simpáticas. Confesso: eu comecei, eu faço a pesquisa, com todo o gosto. Quando era pequena, o meu pai trazia-me carradas de revistas da agência Abreu e eu brincava com a minha vizinha às agências de viagens. Hoje continuo a ter um gostinho especial por esse cargo de direcção turística familiar.

 

 

#17 parte II - comida e amor

 

(continuação de parte I - amor e comida)

 

O Miguel Somsen também consegue passar horas a falar da sua relação com a comida, e da comida com os portugueses e com as diferentes culturas.

 

No meio de mais uma conversa sobre este tema, falámos das nossas descobertas minimamente recentes (meia dúzia de anos, vá) sobre a forma como comemos dependendo da bebida que acompanha o prato. E eu dizia-lhe que não queria ir a um restaurante michelin pagar um menu de degustação para pedir um vinho só, porque esse vinho não iria acompanhar igualmente todos os pratos servidos; portanto, também teria de pedir um menu de degustação de vinhos para acompanhar e, para isso, vou ter esperar mais uns tempos para poupar a quantia certa. Ou então, bebo água, que essa não condena o sabor.

 

O Somsen gosta muito de vinho, mas é o senhor do Gin. E se houvesse um jantar de degustação de cozinha de autor acompanhada por degustação de gins como complementos (ou até potenciadores) de cada prato? Há:

 

 

#16 parte I - amor e comida

 
 

Primeiro ele começou a cozinhar para mim. Depois percebeu que isso o fazia muito feliz. Pelo meio, fui convencendo-o que ele tem talento para a culinária. Entretanto, fez o curso. Hoje trabalha num restaurante com duas estrelas michelin. E eu, eu fiz um blog depois de acabar a novela e decidi falar sobre o meu novo ano, a minha nova vida, as minhas mudanças e, hoje, sobre a minha relação com a comida.

 

Não é novidade que comecei uma dieta com a Ni, se bem que prefiro chamar-lhe reeducação alimentar. Dieta é, na verdade, um regime alimentar, é aquilo que comemos. E eu estou a alterar muitas coisas de há três semanas para cá.

 

Nem um mês passou e sinto-me diferente, o meu palato reconhece mais subtilezas e o meu estômago manda-me parar mais cedo. Como se a gula de comer até cair não me deixasse apreciar a complexidade do que ingiro. O mais importante, comecei a escolher, sempre que possível, aquilo que me alimenta. Desde o azeite à couve roxa da salada. E essa mesma couve roxa pode ser rica de sabor e percebo hoje que posso precisar de mais uns segundos para sentir o sabor dessa couve, essa couve que já não me sabe a corredor dos frescos e passou a saber a terra e a oxigénio e a verde, mesmo sendo roxa. 

 

Desta mudança na minha relação com a comida, comecei a frequentar restaurantes diferentes. Sem snobismos, o meu “craving” passou a ser outro. Como o orçamento não se dilatou nesta minha aventura, como fora menos vezes, mas compenso na qualidade, no sabor e na experiência.

 

 

 - TO BE CONTINUED @ parte II - comida e amor - 

 

 

© lisbonlux.com

 

 

  - TO BE CONTINUED @ parte II - comida e amor -