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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#124 gula - ep.9

 Japão, anseio-te.

 

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Aparte sobre viagens:

Ontem jantei com uma amiga que esteve duas vezes no Japão, recentemente. Falámos sobre tudo menos sobre isso, um disparate. Tenho quinhentas perguntas (quase literalmente), uma vontade enorme de embarcar já para a semana e levar comigo uma câmara, um smartphone e um bloco de notas, para registar tudo. É muito dinheiro, há-que saber gerir a visita. Prometo, portanto, partilhar todas as dicas, seja antes ou depois de um dia lá colocar o pé.

 

 

#105 gula - ep.2

 

Pátio da Galé, volta, estás perdoado! Será suficiente a possibilidade do regresso ao espaço anterior, para recuperar a excelente experiência de 2016? Ou agenda política e camarária veio estragar uma pérola nos eventos gastronómicos da cidade?

 

No ano passado fui ao Peixe Em Lisboa, pela primeira vez. E fui duas e fui três vezes na mesma semana. No Pátio da Galé, com bom tempo, coisas óptimas a descobrir, petiscos em conta, comprar senhas para ir levantar os petiscos não custava, ainda que no fim do mês o extrato da conta não fosse simpático. Mas tinha valido a pena, porque é só uma vez por ano, pensei, porque é incrível, dizia. E foi.

 

Este ano voltei ao Peixe Em Lisboa. Não voltei ao Pátio da Galé porque eles mudaram para o Pavilhão Carlos Lopes, aquela casa imponente no meio do Parque Eduardo VII. Com orgulho, levantei a minha primeira credencial de imprensa pedida por via do blog, este, o Miliuma, e entrei no Pavilhão.

 

É só isto? E era. Um salão com bebidas de um lado, comida do outro e as lojinhas no meio. Quase pequeno. Sem luz natural e um ligeiro cheiro a fritos. Sentei-me, pedi a uma família para me dar uma olhada nos pertences o que, felizmente, ainda é possível fazer no nosso país, e rumei directa ao Ribamar. Ai, os caranguejos de casca mole que me ficaram a atormentar o ano inteiro, ai, Ribamar, gosto tanto de vocês. E lá estavam eles, com molho de abacate e lima, à minha espera. Disse-me a menina: este ano estes são ainda melhores. Confirmo.

 

 

E assim acabou a minha belíssima experiência no Peixe Em Lisboa deste ano. Mais ou menos 15 minutos depois de ter começado. O resto foram duas horas de desconforto no meio de uma confusão de mesas e filas, pautada por outra alteração que tanto me desapontou: as doses, uma boa parte delas, aumentaram de tamanho e bastante de preço, também. A expectativa, não só minha, pois falei com mais gente sobre o assunto, era ir provar, petiscar ou degustar (como lhe quiserem chamar) diversas criações dos Chefs presentes no evento. Mas se me derem um prato que me enche o estômago, já nem vou conseguir provar os outros.

 

Com calma, perguntei-me se seria uma estratégia de eliminar a concorrência. Como: lançar no mercado um novo detergente da roupa e a marca de competição directa lançar uma promoção de leve 3 pague 1, para que eu só vá comprar o detergente novo passado um ano, quando já nem me recordar que foi lançado, quando já voltar a ter fome, neste caso. E no Peixe Em Lisboa, demoras um bocado até voltar a ter fome e quando dás por ela, já lá não estás. Ou eu, no caso, eu.

 

Enquanto isso, vou ali cozinhar uns hambúrgueres de novilho com espinafres, acompanhados de maionese caseira de manjericão e pimentas e ainda uma salada de maçã e nozes.

A Gula está a aquecer, nos próximos episódios há mais comidinha da boa e dicas, muitas, de como fazer coisas boas.

 

Au revoir!

 

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