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MILIUMA

insónias | ideias | publicações

MILIUMA

#146 então é mais ou menos isto

 

2018 miliuma.png

 

Este ano vi imensas declarações nas redes sociais contra a mania de fazer listas. Sejam específicos: realmente, é um grande disparate isso das 8 coisas que fazem uma mulher apaixonar-se para sempre, porque, convenhamos, há uma feromona qualquer que trata do assunto por nós, quer queiramos quer não. Contudo, uma listinha para a passagem de ano não faz mal a ninguém, nem umas listas de vez em quando para ajudar a organizar esta nuvem multiforme e frenética de afazeres vários que (me) acompanha, até às mais teimosas insónias.

 

Assim, para 2018 desejo:

  • Cuidar mais da minha saúde, que parece que vou ter que ficar com este corpo para sempre (e cada vez pior)
  • Trabalho a dar com um pau
  • Passar a dormir apenas 7 horas por dia e aproveitar a hora restante exclusivamente para ler
  • Menos café, mais chá
  • Escrever mais (todos os anos tento, vai ser desta!)

Manter o que de bom conquistei ao longo destes trinta e dois anos de vida - não sei se é algo que deva entrar nesta lista mas sei que é prioritário, imperativo a não esquecer. Não esquecer, esse exercício diário. Fechar a porta a 2017, mas não esquecer.

 

Feliz 2018 para todos!

 

Música do ano:

"Wild Is The Wind"

Nina Simone

 

Love me, love me, love me, say you do
Let me fly away with you
For my love is like the wind
And wild is the wind

Give me more than one caress
Satisfy this hungriness
Let the wind blow through your heart
For wild is the wind

You touch me
I hear the sound of mandolins
You kiss me
With your kiss my life begins
You're spring to me
All things to me

Don't you know you're life itself
Like a leaf clings to a tree
Oh my darling, cling to me
For we're creatures of the wind
And wild is the wind
So wild is the wind

 

 

 

 

#138 regresso às aulas

 

E assim termino este ano de merda, com um texto de igual falta de qualidade. Para desabafos desinteressantes e pouco construtivos, já temos os nossos gurus favoritos das prateleiras top de vendas das livrarias. E, hoje, eu.

 

trump kim jon un penis.jpg

 

Caro 2017,

Venho por este meio colocar um ponto e vírgula neste ano desgraçado, pouco idiota e muito mal tratado por mim e pelo mundo. Decidi que, apesar de continuares a existir no calendário, esta segunda-feira começo um novo ano. O facto de, quase uma década depois, voltar a ser aluna, pouco tem a ver com este começo. Não é um regresso, caro 2017, é uma mudança. Envio-te, assim, às urtigas.

 

 

#84 o balanço anual

 

2016 vivi-o inteiro na mesma casa. Quem me conhece, sabe o quanto é importante para mim ter uma casa minha, no mesmo lugar, na mesma cidade, durante mais do que meia dúzia de meses. Em 2016 encontrei felicidade em tantos momentos. E chorei também baldes de lágrimas, às vezes misturadas com risos. Em 2016 o mundo revelou-se demasiado cruel, demasiadas pessoas inocentes morreram nas mãos de executores de ideais, de governos e de religiões. Por isso e por mais algumas pequenas coisas, não foi um ano absoluta e inequivocamente feliz. Contudo - e no geral egoísmo da casa, trabalho, amor e amigos - foi maravilhoso. Lancei este blog, estive no elenco de quatro projectos de ficção em televisão e de uma longa-metragem, estreei uma curta que co-protagonizo, viajei todo o ano com ela e terminei o ano a vencer o prémio de melhor atriz num festival de cinema em Marrocos. Criei um projecto que anunciarei amanhã e já tenho outro a ser desenvolvido. Estou em pré-produção para outro filme e tenho milium sonhos com a pujança certa de os realizar. Fui de lua-de-mel, festejei os meus trinta e um anos com mais de quarenta amigos. Tenho todos os meus comigo, vivos, de saúde. E isso, isso é tudo o que isto vale. Hoje já fiz um balanço pessoal, dos que guardo para mim. Faço alguns ao longo do ano, não é preciso o dia trinta e um de dezembro para despertar em mim a capacidade de auto-analisar os contornos do meu percurso. Façam o vosso e, com bondade, lutem sempre por mais e melhor. Portugal e o mundo podem tornar-se, connosco e com as nossas despertas consciências, muito muito melhores.

 

Feliz 2017!