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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#138 regresso às aulas

 

E assim termino este ano de merda, com um texto de igual falta de qualidade. Para desabafos desinteressantes e pouco construtivos, já temos os nossos gurus favoritos das prateleiras top de vendas das livrarias. E, hoje, eu.

 

trump kim jon un penis.jpg

 

Caro 2017,

Venho por este meio colocar um ponto e vírgula neste ano desgraçado, pouco idiota e muito mal tratado por mim e pelo mundo. Decidi que, apesar de continuares a existir no calendário, esta segunda-feira começo um novo ano. O facto de, quase uma década depois, voltar a ser aluna, pouco tem a ver com este começo. Não é um regresso, caro 2017, é uma mudança. Envio-te, assim, às urtigas.

 

 

#84 o balanço anual

 

2016 vivi-o inteiro na mesma casa. Quem me conhece, sabe o quanto é importante para mim ter uma casa minha, no mesmo lugar, na mesma cidade, durante mais do que meia dúzia de meses. Em 2016 encontrei felicidade em tantos momentos. E chorei também baldes de lágrimas, às vezes misturadas com risos. Em 2016 o mundo revelou-se demasiado cruel, demasiadas pessoas inocentes morreram nas mãos de executores de ideais, de governos e de religiões. Por isso e por mais algumas pequenas coisas, não foi um ano absoluta e inequivocamente feliz. Contudo - e no geral egoísmo da casa, trabalho, amor e amigos - foi maravilhoso. Lancei este blog, estive no elenco de quatro projectos de ficção em televisão e de uma longa-metragem, estreei uma curta que co-protagonizo, viajei todo o ano com ela e terminei o ano a vencer o prémio de melhor atriz num festival de cinema em Marrocos. Criei um projecto que anunciarei amanhã e já tenho outro a ser desenvolvido. Estou em pré-produção para outro filme e tenho milium sonhos com a pujança certa de os realizar. Fui de lua-de-mel, festejei os meus trinta e um anos com mais de quarenta amigos. Tenho todos os meus comigo, vivos, de saúde. E isso, isso é tudo o que isto vale. Hoje já fiz um balanço pessoal, dos que guardo para mim. Faço alguns ao longo do ano, não é preciso o dia trinta e um de dezembro para despertar em mim a capacidade de auto-analisar os contornos do meu percurso. Façam o vosso e, com bondade, lutem sempre por mais e melhor. Portugal e o mundo podem tornar-se, connosco e com as nossas despertas consciências, muito muito melhores.

 

Feliz 2017!