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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#142 gula - ep.16

 

Recebi uma caixa em casa cheia de produtos graficamente bonitos. Defensora de projectos nacionais e produção portuguesa, fiquei curiosa e arranjei logo apetite para experimentar. Eufemismos, claro. O apetite, deste lado, nunca cessa.

 

Depois, uma chamada. No meio da simpatia da conversa, a frase: só queremos é que gostes, não precisas de promover, não precisas de fazer posts, nós oferecemos sem esperar nada em troca. A isto, em bom português, chama-se: cereja no topo do bolo. Que bonito!

 

Assim começou a minha paixão pela ISWARI. Até às meninas personal trainers do ginásio já andei a mostrar o site de uma ponta à outra. Já disse que é português? Não preciso de me alongar. Não que não queira, mas o projecto diz tudo.

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#135 gula - ep.12

 

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Com o jardim do Casino aos pés da esplanada, dificilmente encontro um lugar mais belo para se jantar neste verão, a meia hora de casa.

 

Dizem que é o (restaurante) Chinês mais chinês de Lisboa e arredores. O Estoril Mandarim, no piso inferior do Casino Estoril tem um atendimento irreprensível e estava lotado de pessoas aparentemente chinesas que, das duas uma, ou eram jogadoras do Casino e sabia-lhes bem ler um menu em mandarim ou aprovam este restaurante e isso, convenhamos, é muito bom sinal. Independentemente de aprovações tais, o Estoril Mandarim está aprovado por mim e para mim. Comi um fabuloso ninho de gambas e a S. uma carne com gengibre e cebolinho como nunca havia experimentado (nem ela, nem eu!).

 

No Zomato diz que o custo médio é de 75€ por duas pessoas, mas eu e a S. comemos até ficarmos satisfeitas e não pagámos mais de 20. Há pratos para todos os bolsos e sei que se um dia decidir gastar mais um pouco neste restaurante, não será em vão. A par do The Old House, foi o melhor chinês onde já comi. Next stop: China? Não, adoro viajar mas continuo a preferir as surpresas do Estoril às minhas dúvidas sobre Pequim. Por cá, Portugal, ainda há muito por descobrir.

 

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PS - No final da refeição, corram ao átrio principal e comprem um bilhete para o belíssimo (belíssimo!) espectáculo dos Feist - LET THE SUNSHINE IN - um musical que me deixou, literalmente, de lágrima presa.

 

Estoril Mandarim Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

#122 gula - ep.8

 

Tenho uma óptima Nitricionista e ela é a primeira a dizer-me que, com equilíbrio, devo experimentar tudo, para ver com o que é que me sinto melhor. Como tudo, neste fado desgraçado no nosso jardim à beira-mar plantado, o que funciona para uns não funciona para todos. Assim, comecei a ler sobre dietas e a que me encantou mais foi a dieta do paleolítico, embora não compre essa ideia de que temos que comer como os nossos antepassados, aliás, bom, enfim, sem comentários - mas que de facto a minha tia emprestada está com um corpo espectacular e magra com o paleo, lá isso está. E porquê? Porque, por exemplo, se cortam leguminosas quando se comem proteínas e se cortam comidas processadas e açúcares e isso não é só a Paleo, mas bom, vamos lá experimentar. E experimentei e comecei a desinchar mas não estava a sentir-me óptima com a ideia de ingerir tanta gordura nem tanta carne. Conclusão: o meu coração agradece e o planeta também. Fiz um workshop/masterclass do qual falei aqui e fiquei também interessada em coisas com o flexitarianismo, mas cada vez que falo ao meu Chef que penso cortar quase por completo na carne, sinto que o abandono nesta parceria de comedores de entrecosto suculento como só nós.

 

 

#119 gula - ep.7

 

Aqui vai um post pouco melódico, mas muito prático. Uma autêntica nota informativa, um atentado à poética, uma anti-insónia.

 

 

Para vencer determinado estigma e o receio de não ser chamada para teatro ou cinema depois dessa decisão, disse a mim própria a determinada altura: Se a Rita Blanco faz novelas, eu também posso. Ora, se o Miguel Esteves Cardoso já escreveu sobre a espiralização, eu também posso.

 

 

#118 nós não ganhamos para isto, senhores

 

Licenciados, com estágios e pós-graduações e workshops e formações caríssimas, com boas notas, com investimento. Chegados aos trinta, os nossos salários são inferiores a mil euros por mês. Para muitos, brutos. O IRS, a segurança social, a alimentação, a roupa, os transportes, a higiene, os produtos de limpeza da casa, o carro, os extras anuais que ninguém espera mas sempre acontecem.

 

 

Os dedos alternam-se entre o idealista, a casa sapo e o olx. 800€ por buracos de 60m2, longe do metro com cozinhas mais velhas que o meu falecido bisavô. Pintam as paredes e chamam-lhes renovadas, no título. T1 na Sé para venda, 75m2, 850.000,00€, sim, oitocentos e cinquenta mil euros. Para todos os infortunados que estão neste momento à procura de casa porque os seus contratos de arrendamento vão terminar dentro de semanas e o senhorio está interessado em mudar arraiais para o Airbnb, o meu abraço sentido e votos de boa sorte.

 

 

#115 gula - ep.5

 

Caros ouvintes e telespectadores:

A Gula (a rubrica, eu sou apenas gulosa de chamuças de caril e outras iguarias que tais) ausentou-se por uma semana a título de excepção. Sou só eu a gerir este estaminé e quando se está doente e com prazos para entregas de concursos de cinema, a coisa tem que ser levada com mais calminha. Após esta espécie de justificação e ridículo pedido de desculpa pela ausência, afirmo que uma imagem do Cristiano Ronaldo a dançar na televisão acabou de interromper o meu raciocínio.

 

 

Muito se tem falado dos termogénicos, suplementos e alimentos que aumentam o metabolismo e favorecem o emagrecimento. Ora, como não tomo nada sem consultar os génios da família e até regressei ao ginásio, pelo que seria interessante juntar as duas coisas (ginásio e suplementos), fui chatear, desta feita, o meu irmão para me ajudar numa investigaçãozinha.

 

 

#111 gula - ep.4

 

A primeira vez que provei sushi foi no Rio de Janeiro, em 2001, última refeição antes de regressar a Portugal. Não gostei nada. Hoje lembro-me da textura e percebo que não gostei porque era mal preparado. Em 2004, a medo, repeti a experiência e desde então nunca mais parei. Nos últimos treze anos, houve semanas após semanas em que nenhuma passava sem umas quantas fatias de sashimi. Mudei de morada para o outro lado do atlântico várias vezes, América do Norte, Caraíbas (onde quase só comi frango e lagosta), América do Sul. Foi em Los Angeles que comi o melhor temaki da minha vida.

 

©PAUL SIRISALEE

 

 

#108 gula - ep.3

 

 

 

Sou uma pessoa de muitas alergias. Garanto, contudo, que não escolhi ter nenhuma. Quase toda a fruta, alguns tipos de tomate, algumas árvores e relvas, pólen, pó, ácaros, gatos, cães, anestesias, medicação e alguma intolerância à lactose. Não posso beber um sumo de laranja há mais de dez anos e não sei o que é viajar sem levar um papel com números de emergência, um kit de adrenalina, seguro de saúde em viagem e muitas perguntas insistentes: I’m asking if the food has fruit, or the sauce was made with any kind of fruit. Caras de caso, compreendem-me, mas acham bizarro.

 

 

#105 gula - ep.2

 

Pátio da Galé, volta, estás perdoado! Será suficiente a possibilidade do regresso ao espaço anterior, para recuperar a excelente experiência de 2016? Ou agenda política e camarária veio estragar uma pérola nos eventos gastronómicos da cidade?

 

No ano passado fui ao Peixe Em Lisboa, pela primeira vez. E fui duas e fui três vezes na mesma semana. No Pátio da Galé, com bom tempo, coisas óptimas a descobrir, petiscos em conta, comprar senhas para ir levantar os petiscos não custava, ainda que no fim do mês o extrato da conta não fosse simpático. Mas tinha valido a pena, porque é só uma vez por ano, pensei, porque é incrível, dizia. E foi.

 

Este ano voltei ao Peixe Em Lisboa. Não voltei ao Pátio da Galé porque eles mudaram para o Pavilhão Carlos Lopes, aquela casa imponente no meio do Parque Eduardo VII. Com orgulho, levantei a minha primeira credencial de imprensa pedida por via do blog, este, o Miliuma, e entrei no Pavilhão.

 

É só isto? E era. Um salão com bebidas de um lado, comida do outro e as lojinhas no meio. Quase pequeno. Sem luz natural e um ligeiro cheiro a fritos. Sentei-me, pedi a uma família para me dar uma olhada nos pertences o que, felizmente, ainda é possível fazer no nosso país, e rumei directa ao Ribamar. Ai, os caranguejos de casca mole que me ficaram a atormentar o ano inteiro, ai, Ribamar, gosto tanto de vocês. E lá estavam eles, com molho de abacate e lima, à minha espera. Disse-me a menina: este ano estes são ainda melhores. Confirmo.

 

 

E assim acabou a minha belíssima experiência no Peixe Em Lisboa deste ano. Mais ou menos 15 minutos depois de ter começado. O resto foram duas horas de desconforto no meio de uma confusão de mesas e filas, pautada por outra alteração que tanto me desapontou: as doses, uma boa parte delas, aumentaram de tamanho e bastante de preço, também. A expectativa, não só minha, pois falei com mais gente sobre o assunto, era ir provar, petiscar ou degustar (como lhe quiserem chamar) diversas criações dos Chefs presentes no evento. Mas se me derem um prato que me enche o estômago, já nem vou conseguir provar os outros.

 

Com calma, perguntei-me se seria uma estratégia de eliminar a concorrência. Como: lançar no mercado um novo detergente da roupa e a marca de competição directa lançar uma promoção de leve 3 pague 1, para que eu só vá comprar o detergente novo passado um ano, quando já nem me recordar que foi lançado, quando já voltar a ter fome, neste caso. E no Peixe Em Lisboa, demoras um bocado até voltar a ter fome e quando dás por ela, já lá não estás. Ou eu, no caso, eu.

 

Enquanto isso, vou ali cozinhar uns hambúrgueres de novilho com espinafres, acompanhados de maionese caseira de manjericão e pimentas e ainda uma salada de maçã e nozes.

A Gula está a aquecer, nos próximos episódios há mais comidinha da boa e dicas, muitas, de como fazer coisas boas.

 

Au revoir!

 

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