Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Miliuma

insónias | ideias | publicações

#77 tudo sobre a ilha do sal - parte 3 e última

 

Hoje termino esta viagem de três posts sobre a nossa viagem à Ilha do Sal (redundância, ou meta-viagem? fica a questão).

PARTE 2

PARTE 1

 

Parece que ainda ontem voltámos, está a ser difícil habituar-me a este inverno e céu cinzento. E hoje jantaria um bucho de atum no Barracuda com todo o prazer.

Para que estas memórias me sirvam de mais que uma fatia de histórias para contar e uma vivência a dois, partilho convosco dicas para que estejam mais informados na altura de marcar e de viajar - e comigo própria, para uma viagem futura a Cabo Verde que, mais tarde ou mais cedo, terá de acontecer.

 

 

Dica nº 6 – Ir ao Relax comer Cachupa lá pras 10h30, 11 da manhã. Imaginem que é um Brunch, pronto. Sobre a cachupa, ao que parece, esta não é assim tão simples de preparar. Há a rica e há a pobre, a rica com diversas carnes e a pobre com peixe, devido à abundância de peixe na ilha. Convenhamos que é tudo relativo, porque em Portugal uma Cachupa com um bom peixinho pode sair muito mais cara. Ainda assim, deixo-vos um link para uma receita que me pareceu muito boa e semelhante à que nos descreveram na Ilha do Sal:

 

 

Nós comemos Cachupa pelo almoço, em Espargos, na capital da ilha do Sal. Estávamos a fazer uma volta à ilha, que é o passeio mais interessante e o momento turístico mais recomendado para as férias. A volta à ilha pode ser adquirida através dos packs dos operadores turísticos ou então junto às praias, em banquinhas que vendem viagens de moto-quatro, alugueres de mota de água e etcéteras de entretenimentos. Nenhuma das opções me pareceu barata e depois de falar com muita gente, pareceu-me que a volta à ilha era o mais giro de tudo (afinal, já tínhamos ido pescar no barco do Emídio). E foi. E quando voltar ao Sal, volto a fazê-la.

 

Por uns singelos 25€ por pessoa dá-se uma volta inteira, passando por todos os pontos interessantes a visitar. Desde a vila piscatória Palmeira, pelo deserto, atravessa-se a ilha quase deserta de trinta quilómetros de comprimento, passando pela capital Espargos. Sentados na caixa aberta de uma pick-up almofadada, observamos tudo de muito perto, sentimos o vento quente, a terra, passamos pelos bairros de lata, por literalmente quase todo o território. O Olho Azul. A Buracona (na primeira foto). Termina-se a viagem no ponto mais turístico, privatizado e vendido a um italiano: as Salinas de Pedra Lume. Tinha pensado em colocar aqui uma foto a boiar, mas nunca será ilustrativa daquela sensação única. Situadas na cratera de um vulcão (discutivelmente) inactivo, a água quente e de altíssima concentração salina diz causar a sensação de mergulhar no Mar Morte. Confesso, é uma mesmo sensação incrível! Menos quando entra uma pinguinha de água nos olhos. Aí, já dava para toda uma outra aventura contada.

 

Dica nº 7 – Façam a volta à ilha com o Dany Lopes. É o mais respeitado pelos locais, pelos portugueses que conheci e pelos próprios agentes dos operadores turísticos. Ele tem uma banquinha na praia, em frente ao Oásis Belorizonte, mas pode pedir-se o contacto dele em qualquer recepção de hotel.

 

Nessa viagem, aproveitem por passar numa loja realmente típica (o Dany saberá dizer-vos onde as há) e tragam Grogue e Ponche de Santo Antão. Vão perceber que é, possivelmente, o único recuerdo material a trazer de lá. O resto são memórias, das de qualidade.

 

 

Por fim e antes de voltarem ao nosso velho continente, há todo um mundo nocturno na ilha do Sal a visitar. A discoteca mais conhecida pelos turistas sempre foi a “Pirata”. Contudo, foi vendida a um chinês e dizem que já perdeu mais de metade do charme. Pelas ruas do centro de Santa Maria encontram-se a partir da hora do jantar muitos lugares luminosos (alerta aliteração) que se podem visitar. Por ordem de preferência, aqui vai a minha última:

Dica nº 8 – Se é para sair à noite, os nomes Buddy, Calemba, Ocean e Blu são os nomes a memorizar.

 

Com o nome Buddy, achei que ia para um sítio cheio de ingleses alcoolizados, coisa que também no Sal se vê com frequência. É, todavia, o bar menos turístico que visitei em Santa Maria. Uma maravilha cabo-verdiana e, quando lá voltar, será nosso por muitas noites. Música ao vivo, da óptima, gente simpática local e bonita. Não é preciso mais nada!

 

Em sete dias, houve um universo que nos distanciou do quotidiano a apenas quatro horas de distância de casa. Foi quase como passar um portal para um mundo mágico, de paz e harmonia, foi como descobrir um truque novo, não há como não voltar.

 

Espero que quem tiver vontade de saber mais me contacte, para que eu tenha uma desculpa para falar sobre a viagem. É segunda-feira, dizem que é dia de pôr outra vez os pés na terra. Um grande bem-haja, fellow companions.

 

TRÈS IMPORTANT:

  • O vírus Zika já chegou a Cabo Verde. É importante cobrir todas as áreas expostas com repelente. Aconselho o Moustidose ou o Pré-Butix. Este vírus também se transmite por relações sexuais, portanto, por mais esta razão: protejam-se!
  • Não se pode beber água canalizada, só de garrafa. Aconselho a terem uma ou duas garrafas de litro e meio na casa de banho para lavar os dentes e, em nenhuma circunstância, a consumir bebidas com gelo.
  • Cabo Verde situa-se entre o Trópico de Câncer e a linha do Equador, pelo que as insolações são muito mais fáceis de ocorrer do que em Portugal. Muito protector! Usei o 50 da ISDN e mesmo assim fiquei queimadinha na cara. Não deixem de usar por causa do bronze, mesmo quando está nublado, não há como voltar com o mesmo tom de lula que temos por terras lusitanas.
  • Há registos de roubos de bens em quartos de hotéis. Guardem os vossos bens.
  • Peçam o visto ainda em Portugal. A fila à chegada ao Sal para pedir visto de entrada no país é quase infinita e muito demorada.
  • Números de telefone úteis: Polícia: 132; Bombeiros: 131; Emergências médicas: 130.

 

 

 

 

1 comentário

comentar publicação