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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#54 o contra-blog

 

PARTE I

 

© Chtcheglov

 

 

Nas últimas semanas recebi vários emails de pessoas que querem falar comigo sobre o Miliuma. O Miliuma, tão novinho que é, com os seus quatro meses e qualquer coisa. Tenho, também recebido mensagens, de pessoas que o seguem e me perguntam pelo próximo post. Não podia sentir-me mais lisonjeada com tanta atenção positiva, sincera e bem intencionada.

 

De facto, escrever um blog com publicações frequentes não é tarefa fácil. Não pretendo, de forma alguma, encher esta minha numeração com textos que pouco ou nada me interessem, isso seria como oferecer de prenda de aniversário aquilo que me deram anos antes e eu não gostei, no mesmo embrulho e cartãozinho diferente. Assim, por felicidade de tantas filmagens, castings e locuções, nem sempre escrevo com a frequência que gostaria. Não prometo que isso mude, mas garanto a tentativa. Obrigada. Esta palavra abrange o meu coração inteiro.

 

PARTE II

 

 © Chtcheglov

 

Confesso, não gosto da maior parte das coisas que anda praí. Só porque é formatado, tudo igual. Gosto do teu porque é uma espécie de contra-blog, revolucionário, como tu.

 

Ouvir isto num táxi, vindo da M., iluminadas pelas ruas quentes da noite de Lisboa tem um sabor irreplicável. A M. é das mulheres com mais harmonia naquilo que é o sonho de muitas pessoas: bonita, corpo espectacular, pele luzidia, cabelo forte e volumoso, inteligência sem fim. Está comprometida e é monogâmica, pelo que não continuo o rol de elogios sinceros, ou a leitura deste post seria prontamente interrompida por noventa por cento do meus amigos para marcarem um jantar e - olha lá, e aquela tua amiga bonita inteligente, como é que ela se chama mesmo?

 

Ela e outras mulheres elogiaram o meu blog em características  que eu não sabia que nele existiam até mas serem apontadas; em coisas que dizem vir de mim, serem como sou na dita vida real. Confesso que acredito ser esse o truque. O Miliuma pode nunca crescer mais do que já cresceu e eu posso continuar a ser péssima na regularidade com que o alimento (grata por o Miliuma não ser um tamagochi). Mas é interessante pensar que em 5 meses tão ligeirinhos a passar, fiz uma coisa que sai de mim e vai para a web, esse Bangkok virtual. Mais interessante em toda esta história, terem sido mulheres, empreendedoras e inteligentes, a tecerem-me os maiores elogios. Estaremos, finalmente, a entrar numa era em que as mulheres reconhecem o mérito dos seus pares? Vamos, de uma vez por todas, num futuro ideal, deixar de ser as primeiras a nos condenar à má-língua?