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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#43 nos primavera sound dois mil e dezasseis

 

Na última noite estava calor. Eram três e meia da manhã e ainda a vestir uma t-shirt e um sorriso, sem pressa de terminar. O Primavera melhora a cada ano que passa e eu não soube bem perceber o porquê.

 

Ao chegar ao recinto, tudo estava igual aos anos anteriores, as diferenças eram tão imperceptíveis que parecia que tinha havido uma elipse temporal e o resto dos anos que existem entre um festival e outro, entre uma edição e outra, tinham desaparecido. Por isso não sei explicar o porquê de este ano ter sido ainda (e tão) melhor.

 

Em 2017 voltarei, certamente.

 

 © Joana Nunes

 

Até lá, resta-me partilhar três coisas:

1 - Não sabia quem era o Brian Wilson, esse nome em destaque no alinhamento. Quando o Brian Wilson, aliás, quando os Beach Boys começaram a tocar, não quis acreditar na minha sorte. Os Beach Boys ao vivo. Senti-me uma privilegiada.

2 - O Primavera apresenta-me sempre alguém novo. Moderat conquistou-me. Foi para compensar a desanimada actuação de Air. Ou para compensar as minhas expectativas.

3 - Com amigos (ou com amor) tudo é melhor! Dançámos, rimos e conversámos. Às vezes demos atenção à tecnologia e tirámos selfies, fizemos boomerangs e snapchats. O Primavera foi, graciosamente, um laboratório para novas descobertas das redes.

 

Hoje, curiosamente, fui gravar uma locução para o Continente e encontrei no estúdio a revista Gerador onde está publicada a minha crónica sobre o Primavera Sound. Se não quiserem ler essa, leiam outras, que a Gerador é incrível.