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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#143 o pior dia do ano é quando o português quiser

 

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Enquanto deslizei pelas notícias e vi as imagens dos incêndios, fotografias, bolsas de fumo estáticas no cinzento que outrora fora ar, os meus olhos encheram-se de lágrimas. E escrevi: Portugal que arde. Eu que choro. O silêncio foi regra até me deitar na cama, não quis ouvir as vozes de quem perdeu tudo, novos protagonistas e a mesma história. Pergunta para Portugal: é possível perder tudo mais do que uma vez?

 

 

#142 gula - ep.16

 

Recebi uma caixa em casa cheia de produtos graficamente bonitos. Defensora de projectos nacionais e produção portuguesa, fiquei curiosa e arranjei logo apetite para experimentar. Eufemismos, claro. O apetite, deste lado, nunca cessa.

 

Depois, uma chamada. No meio da simpatia da conversa, a frase: só queremos é que gostes, não precisas de promover, não precisas de fazer posts, nós oferecemos sem esperar nada em troca. A isto, em bom português, chama-se: cereja no topo do bolo. Que bonito!

 

Assim começou a minha paixão pela ISWARI. Até às meninas personal trainers do ginásio já andei a mostrar o site de uma ponta à outra. Já disse que é português? Não preciso de me alongar. Não que não queira, mas o projecto diz tudo.

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#141 o acto do amor (às vezes próprio)

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 MARCEL DUCHAMP

 

Com o tempo, aprendi a não gostar das pessoas. A vontade de aguentar a inocência largos passos após as desilusões foi superada pelo despertar pleno, como uma manhã de sol, em paz com a existência de pessoas más. Não quero, com isto, englobar-me nas boas. Sim, eu faço parte das pessoas bondosas mas essa revelação decidi guardar para esta frase. Assim, como quem gosta de Nirvana e muda de estação à segunda estrofe de Pearl Jam, nessa manhã sublime dos meus catorze anos, decidi que não podia gostar de toda a gente. E chorei. Lá se foi o sol.