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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#132 adeus, misericórdia

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Do alto da escadas da Igreja de São Roque, dois jovens portugueses projectavam a voz enquanto falavam em inglês para um grupo de, pelo menos, quarenta e cinco pessoas. Vínhamos do Príncipe Real, eu e duas amigas. Quando dobrámos a esquina do Largo do Cauteleiro, como muita gente lhe chama, e vi estes dois rapazes a falarem para o público atento, disse-lhes, secretamente orgulhosa da minha área, que queria parar ali para assistir, que devia ser uma performance artística, tão bom. E parei, parámos. “And now we’re gonna drink in at least fifteen more bars and pubs, all night long.” Abri a boca e soltei um altíssimo: o quê?! Aquele grande grupo de estrangeiros, atento e ordenado, estava pronto, à meia noite, para iniciar uma viagem regada a álcool pela cidade, em comitiva, qual rebanho maciço. Não havia artisticidade nenhuma nisto. As minhas amigas riram-se da minha reacção que parecia exagerada. Eu, num misto de choque e tristeza, virei costas ao grupo e olhei o resto da rua da Misericórdia, ao fim de uns meses sem lá passar de noite, olhei com atenção, colada no mesmo quadrado de calçada portuguesa escorregadia.

 

 

#131 costa alentejana e vicentina IV

 

Capítulos anteriores:

Costa Alentejana e Vicentina - parte I

Costa Alentejana e Vicentina - parte II

Costa Alentejana e Vicentina - parte III

 

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A Herdade da Matinha teve direito a uma promessa de regresso. Deixando a Herdade, o primeiro destino foi a Praia do Malhão. Apaixonante e assustadora. O mar, de bandeira amarela hasteada, enrolava uma onda sobre outra onda sobre outra onda e não permitia respirar. Pedras bicudas escondiam-se enquanto a maré enchia, deixando-me imediatamente em alerta, atenta a cada veraneante que decidia mergulhar nas áreas das pedras sem as saber ali. Contudo, apesar do necessário cuidado com o mar, não se pode descer a Costa Vicentina sem visitar o Malhão. 

 

 

 

 

 

#130 gula - ep.11

 

Este será provalmente o post mais pequeno que já escrevi. Mas não há problema, é um keep it simple mais que justo.

A atualização sobre este maravilhoso espaço virá em breve, certamente.

 

Bulgur. Sim, eu, a fã do bife tártaro e dos magrets de pato, pedi bulgur e comi das refeições mais deliciosas do ano.

Simples, barato, bem servido, bem frequentado. A Sagrada Família tem mais uma fã, ateia e carnívora.

Tenho a dizer que: o Bulgur vinha enfeitiçado, pois desde então não páro de pesquisar sobre comida vegetariana.

Bulgur, vou ter voltar para ti, querido. 

 

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 ©lifecooler.com

 

Água na boca?

Aprendam a cozinhar bulgur aqui!

 

Sagrada Família Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

#129 costa alentejana e vicentina III

Capítulos anteriores:

Costa Alentejana e Vicentina - parte I

Costa Alentejana e Vicentina - parte II

 

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Chegamos ao Cercal do Alentejo e num instante nos aparecem as placas para a Herdade da Matinha. Atenção à estrada, depois de entrarmos na herdade e até chegar às casas (são dois edifícios), vai um caminho louco que não gosta de carros rebaixados ou aceleras. Passamos por cavalos e lembramo-nos da nossa experiência no Oeste, têm sido viagens repletas de coisas boas, realmente. E a Matinha, carinhosamente tratada, foi surpreendente e das melhores experiências deste ano. Estacionado o carro, uma ponte até à casa-mãe, onde fica a recepção.