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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#127 gula - ep.10

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Tinha cinco compromissos neste dia. Nos dias à volta, quase nenhum. Lei da atração, pode dizer-se, se a dilatarmos a tanto. Um dos compromissos era a festa de aniversário do Chévere, no Saldanha. O primeiro aniversário, com festa e música e apresentação da nova carta, convite do Zomato Gold a todos os seus aderentes.

 

 

#126 costa alentejana e vicentina I

 

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Mudou de emprego e teve menos de uma semana de pausa entre um e outro. Eu corri a bloquear esses dias para me poder escapar daqui. Não convinha voar para lado nenhum, íamos perder horas em aeroportos e viagens e o importante, o realmente importante, era estarmos juntos e fora de casa, num lugar qualquer que não fosse nosso, onde pudéssemos respirar. Antes, há uns tempos ou talvez apenas antes desta viagem, pensava que só sentiria férias se passasse a fronteira e recebesse a mensagem com a tarifa do roaming. Acabou-se o roaming e, com ele, acabou-se o meu preconceito - fui conhecer a costa alentejana.

 

 

#125 tráfico humano e escravidão sexual em 2017

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Eu tenho uma amiga chamada Christina. Começou por ser minha professora de improvisação e, na altura, não tínhamos uma química especial. No fim do curso em Nova Iorque, deu-me A+, o único A+ da minha pauta. Um ano depois, encontrei-a em Los Angeles e tornámo-nos amigas. Ela, na altura com quarenta e nove anos, parecia uma garota de vinte e cinco. As duas partilhámos uma história de tragédia pessoal, tornámo-nos confidentes e ainda hoje nos correspondemos. Filha da vencedora do Óscar de Melhor Atriz Secundária Olympia Dukakis e do brilhante Louis Zorich, a Christina nunca teve a vida feita por ser filha de quem é. Ela é, aliás, um furacão e quem a conhece que o confirme.

 

#124 gula - ep.9

 Japão, anseio-te.

 

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Aparte sobre viagens:

Ontem jantei com uma amiga que esteve duas vezes no Japão, recentemente. Falámos sobre tudo menos sobre isso, um disparate. Tenho quinhentas perguntas (quase literalmente), uma vontade enorme de embarcar já para a semana e levar comigo uma câmara, um smartphone e um bloco de notas, para registar tudo. É muito dinheiro, há-que saber gerir a visita. Prometo, portanto, partilhar todas as dicas, seja antes ou depois de um dia lá colocar o pé.

 

 

#123 pedrógão grande, portugal

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O meu filho conhece um casal que foi de lua-de-mel para França e deixou o filhote com os tios, tinham ido para a praia fluvial, provavelmente viram o fumo e decidiram ir embora, se eles soubessem, o fogo nunca chegou à praia fluvial, coitados - disse-me o motorista do Uber que acabei de apanhar para vir pra casa, depois de ter entregue um saco cheio de ligaduras no quartel da Rua das Flores. A criança morreu? Sim, respondeu-me. E os tios também, morreram todos. Ficámos os dois emocionados, eu, trémula, repetia que ninguém recupera disso, ninguém recupera de tal tragédia. 

 

#122 gula - ep.8

 

Tenho uma óptima Nitricionista e ela é a primeira a dizer-me que, com equilíbrio, devo experimentar tudo, para ver com o que é que me sinto melhor. Como tudo, neste fado desgraçado no nosso jardim à beira-mar plantado, o que funciona para uns não funciona para todos. Assim, comecei a ler sobre dietas e a que me encantou mais foi a dieta do paleolítico, embora não compre essa ideia de que temos que comer como os nossos antepassados, aliás, bom, enfim, sem comentários - mas que de facto a minha tia emprestada está com um corpo espectacular e magra com o paleo, lá isso está. E porquê? Porque, por exemplo, se cortam leguminosas quando se comem proteínas e se cortam comidas processadas e açúcares e isso não é só a Paleo, mas bom, vamos lá experimentar. E experimentei e comecei a desinchar mas não estava a sentir-me óptima com a ideia de ingerir tanta gordura nem tanta carne. Conclusão: o meu coração agradece e o planeta também. Fiz um workshop/masterclass do qual falei aqui e fiquei também interessada em coisas com o flexitarianismo, mas cada vez que falo ao meu Chef que penso cortar quase por completo na carne, sinto que o abandono nesta parceria de comedores de entrecosto suculento como só nós.

 

 

#121 o meu mito de santo antónio

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Foi há treze anos, a minha primeira noite de Santo António em Lisboa. Aceitei o convite de uma amiga, encontrei-me com ela no Campo das Cebolas e subi, subi, subi. Uma multidão inundava esta área da cidade que eu nunca havia visitado. Curvas loucas e piso que me fugia das sandálias rasas, pouco dinheiro na carteira, como estudante que era, medo de me perder das minhas amigas no meio de tanta gente. A minha vida longe de casa contava com apenas sete meses, oito no máximo, Lisboa ainda era estrangeiro para mim. As pessoas cantavam as músicas pimba com convicção, enquanto se apinhavam em quiosques de cerveja sagres durante vinte minutos para pedir um fino. E eu não percebia porquê.

 

 

#120 os acalorados

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Podia começar por dizer no meu tempo não era assim, mas estamos efectivamente no meu tempo, visto estar a falar-se de adultos aqui. O Frexting ( friends + texting ), pelos vistos, existe há uma porrada de tempo e eu não conhecia - mais de um ano, tendo em conta a efemeridade das tendências das redes sociais, é uma porrada de tempo.