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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#78 nunca é tarde para começar

 

Passaram-se quase vinte e cinco anos até finalmente conhecer o meu avô. Quando nos vimos, foi paixão à primeira vista. A história completa está aqui.

 

Na última vez que o vi, levei-lhe uma fotografia. Nas costas, escrito com a minha letra: “Nunca é tarde para amar”.

 

Hoje comecei uma nova aventura. Sozinha, sem cobranças nem exigências, decidi dedicar alguns minutos da minha semana a aprender um novo instrumento. Provavelmente só daqui a dez anos tocarei alguma coisa de jeito. Mas, como ele sempre diz, “não faz mal”.

 

Olho para ela e sorrio, bonita, à espera dos meus dedos. Estou apaixonada.

 

 

 

#77 tudo sobre a ilha do sal - parte 3 e última

 

Hoje termino esta viagem de três posts sobre a nossa viagem à Ilha do Sal (redundância, ou meta-viagem? fica a questão).

PARTE 2

PARTE 1

 

Parece que ainda ontem voltámos, está a ser difícil habituar-me a este inverno e céu cinzento. E hoje jantaria um bucho de atum no Barracuda com todo o prazer.

Para que estas memórias me sirvam de mais que uma fatia de histórias para contar e uma vivência a dois, partilho convosco dicas para que estejam mais informados na altura de marcar e de viajar - e comigo própria, para uma viagem futura a Cabo Verde que, mais tarde ou mais cedo, terá de acontecer.

 

 

Dica nº 6 – Ir ao Relax comer Cachupa lá pras 10h30, 11 da manhã. Imaginem que é um Brunch, pronto. Sobre a cachupa, ao que parece, esta não é assim tão simples de preparar. Há a rica e há a pobre, a rica com diversas carnes e a pobre com peixe, devido à abundância de peixe na ilha. Convenhamos que é tudo relativo, porque em Portugal uma Cachupa com um bom peixinho pode sair muito mais cara. Ainda assim, deixo-vos um link para uma receita que me pareceu muito boa e semelhante à que nos descreveram na Ilha do Sal:

 

 

#76 tudo sobre a ilha do sal - parte 2

 

CONTINUAÇÃO DA PARTE 1 

 

Quando voltei definitivamente para Portugal (definitivamente terá sempre um ponto e vírgula), há três anos, comecei quase de imediato os ensaios para uma peça que esteve no falecido Teatro Rápido do Chiado. Não, ainda não vimos o dinheiro que nos pertence. Bom, não tivesse estado na peça e a fazer produção cultural numa empresa que me ficou a dever ainda mais zeros que o teatro, e teria havido a (quizas remota) hipótese de integrar a produção de uma série chamada Sal, que iria ser gravada maioritariamente em Cabo Verde. As coisas não aconteceram assim, mas as quase-coincidências também ficam na memória. Nessa série, como actor, participou um tipo que é hoje dos meus melhores amigos. Produziu-a a minha actual sócia de uma coisa que lançaremos em 2017. E as sintonias continuam. Na série Sal, esse meu amigo interpretou a personagem “Emídio”, um homem que arranjava tudo o que era necessário a quem chegasse ao Sal, uma espécie de facilitador, um português simpático, dos que conhece toda a gente e o que é de melhor na ilha.

 

Há umas semanas, jantámos num restaurante com espectáculo de Burlesco na rua do poço dos negros, onde lhe disse que finalmente tinha escolhido o destino das minhas férias e que me tinha decidido pela ilha do Sal. Ele disse, fala com o Emídio, ele ajuda-te em tudo. Ri-me, claro. Sim, levas a tua personagem e ele que trate de mim. Não, Helena, há mesmo um Emídio, a minha personagem é real – disse o JC. Não queria acreditar, a viagem estava a ser deliciosa ainda antes de começar.

 

 

#75 tudo sobre a ilha do sal - parte 1

 

“Já chegámos ao hotel. Está aquele bafo húmido e tropical, estamos no paraíso.” – esta foi a primeira mensagem que enviei ao meu pai, por volta das três horas da manhã. Eu, com saudades de Cuba, ele com saudades da Indonésia, descemos as escadas do avião de mão dada e o sorriso rasgou assim que sentimos o calor a colar na pele, ao mesmo tempo que expirávamos de alívio por voltar à tropicalidade do planeta. Não fomos feitos para o frio.

 

Um par de anos se passou desde que começámos a pensar em viajar para Cabo Verde. Foram mais de dois anos de cursos, empregos e projectos para ambos, com uma dificuldade em conciliar as férias merecidas. A expectativa era proporcional à espera. Nas únicas datas que tínhamos disponíveis, as opções eram poucas e acabámos por optar pela Ilha do Sal e o Hotel Oásis Belorizonte.

 

Não quero alongar-me na introdução, pelo que seguem neste post todas as considerações que considero úteis, para quem me leia e mesmo para mim, num futuro regresso ao SAL. Só não são miliuma porque nunca mais daqui sairíamos.

 

 

 

#74 o pequeno trump português

 

Alto, de poupa, empinava a barriga gorda no seu polo Lacoste comprado na feira a par de um sorriso levantado no canto direito dos lábios com a sobrancelha a combinar, também direita e também levantada. Ar de sabichão, não conseguia aguentar minutos sem mandar a bela da piadola e rir-se da mesma, incentivando os outros a fazerem o mesmo. Para uma garota ingénua, seria um velho engraçado. Para uma mulher ou qualquer homem atento de mínima formação ou educação, o dito cujo era só mais um pequeno Trump português: tresandava a machismo, racismo e homofobia.

 

 

#73 muda

 

Naquela noite chovia como há muito não via chover assim na minha invicta cidade. Demorámos duas horas para fazer três quilómetros, estacionar e atravessar meia dúzia de ruas de guarda-chuva em punho até à Rua Cândido dos Reis. A tempestade ainda amena, as luzes desfocadas a recortar os clérigos, a solidariedade dos portuenses habituados a outonos assim. À custa dessas duas horas, eram 23h30 quando sacudimos a água dos sobretudos e procurámos um lugar para jantar. Quase todas as cozinhas fechadas. Como quase sempre que eu e a J. jantamos fora, há um contratempo que nos leva a conhecer um espaço surpreendente.

 

Bar em baixo e restaurante em cima. A maître d' uma grande beleza e simpatia, prontificou-se a falar imediatamente com a cozinha no piso de cima para ainda tentarem servir-nos.

E assim me saboreei com as melhores asinhas de frango de sempre. Bebi uma cerveja deliciosa e continuei a petiscada, terminando por um merengue descontruído que, a nosso pedido, foi regado indulgentemente a caramelo salgado (que habitualmente acompanha o brownie de chocolate).

O tamanho das doses é perfeitamente adequado ao preço, a garrafeira é maravilhosa e a decoração é perfeita, em cortiça escurecida - o que, naturalmente, torna a acústica muito mais agradável a noites de conversas e grupos maiores.

 

Não levei a máquina fotográfica mas aguardo a nova carta de inverno e aí não faltarão ilustrações das delícias. Para não haver dúvidas, é aqui: Rua de Cândido dos Reis, 64, Porto - 22 3195057

 

© do site luzesom.pt 

 

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#72 o benefício

 

Ninguém sabe o que é, mas vai ser incrível! - diz o R.

 

Eu tenho uma ideia. Ouço falar d' O Benefício há três anos e só isso já é o suficiente para perceber que se trata do fruto de um pensamento acarinhado pelo tempo. Não sei há quanto tempo, quantos anos, talvez décadas, está O Benefício a ser marinado na mente de um dos amigos mais criativos deste país. Sei que O Benefício chegou. Com ele o seu website e a breve oportunidade de entrar na pré-compra da primeira edição limitada de cem exemplares deste maravilhoso regalo. Não, isto não é um giveaway, mas antes um post de alta utilidade para quem é apreciador da excelência, singularidade e exclusividade do que temos de melhor em Portugal. 

 

Que bonita esta forma de seleccionar o número da edição limitada, parece um cartão picado:

 

Sim, eu também estou muito curiosa. Para ajudar, aqui segue o teaser:

 (se não abrir, cliquem aqui)

 

"O BENEFÍCIO É DE TODOS e para todos, merece ser partilhado com o mundo e apreciado em momentos únicos com aqueles que mais gostamos. É uma história sem reticências ou ponto final que queremos continuar a escrever. A várias mãos. Em várias línguas."