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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#65 hashtag férias

 

2016 tem sido interessantíssimo. Sem ironia, tem mesmo. Mas o interessante nem sempre paga as contas e agora que vou ter a minha semana de férias anual a dois - é preciso chegarmos a Novembro para conciliarmos 7 noites consecutivas. Assim, para as nossas importantes férias de uma semana e qualquer coisa a descansar o cérebro e a alimentar o coração, num instantinho percebemos que precisávamos de praia e pouca movimentação. Contudo, com 7 noites apenas, torna-se apertado ir para a Ásia e destinos com os quais sonhamos persistentemente (sim, o advérbio é mesmo este!) Portanto começámos a ver destinos mais próximos e que ainda nos permitam apanhar sol e umas temperaturas simpáticas. Confesso: eu comecei, eu faço a pesquisa, com todo o gosto. Quando era pequena, o meu pai trazia-me carradas de revistas da agência Abreu e eu brincava com a minha vizinha às agências de viagens. Hoje continuo a ter um gostinho especial por esse cargo de direcção turística familiar.

 

 

#64 a boa da reversibilidade

 

Os meus últimos meses têm sido preenchidos com imenso trabalho como actriz, desde novelas a séries e publicidades. À parte das locuções, que me escondem as caretas por trás de um vidro espesso e uma porta pesada, a preocupação com a imagem e com o corpo é uma necessidade. O corpo é a nossa ferramenta de trabalho, o nosso veículo de comunicação, MacLuhanamente falando.  Assim, tenho de fazer as pazes com ele. Se seguem o blogue, o meu Facebook e/ou o meu Instagram, sabem que isso tem sido um processo; também saberão que a partir de hoje é a reentré aqui deste cantinho esquizofrénico chamado Miliuma e que tentarei partilhar o máximo que vos for útil e interessante nesta jornada.

 

A propósito do corpo e da profissão, perguntam-me sempre se tenho tatuagens. Bom, mais ou menos. Tive, feita sem pensar nas consequências, na altivez dos meus dezoito anos e com um desenho tosco na mão que foi, para piorar, desenhado por um tosco ainda mais tosco que tinha aprendido a desenhar na semana anterior (espero eu, caso contrário não há justificação para tamanho disparate que ele prali fez!). Passei anos a rejeitar a existência daquela mancha na pele e outros tantos a escolher desenhos lindíssimos para cobrir a asneira. Falei com dermatologistas, com o meu pai - meu médico e meu melhor conselheiro - com tatuadores e com o google. Depois de muito ponderar, decidi tomar uma decisão consciente que fizesse contraste à inconsciência do passado e remover a tatuagem.

Escrevo-vos a umas horas da sexta sessão de remoção, com uma mancha quase desaparecida. E escrevo para vos elucidar o melhor que conseguir sobre este tema, bem como partilhar a experiência e alguns dados da minha pesquisa.

 

 

#63 enfim, cenas (do próximo capítulo)

 

Vinte e dois dias sem escrever uma linha. Duas semanas e qualquer coisa a descomprimir depois de um ano recheado de trabalhos, projectos, ideias, propostas, tantos nãos e uma mão cheia de sins. 

 

Não acredito que seja ainda algum vestígio do horário escolar. Depois do calor intenso do verão e das férias e com a chegada desta brisa fresca, o nosso corpo diz-nos que está na altura de começar outra vez. Novos planos, novas agendas, nova estação, novas roupas, novos cheiros, novas promessas. Eu faço de Setembro um prólogo ao meu ano que começa em Outubro, com o meu aniversário.

 

Partilho que este mês decidi uma série de coisas, quase-resoluções de ano novo sem a pressão de Janeiro a desfazer-se nas mãos demasiado depressa. A parte das minhas decisões que mais interessa é que a reentré do Miliuma é feita já - esta segunda-feira. Dentro da minha capacidade, claro, porque o tempo não estica e o dom da ubiquidade ainda não me foi concedido apesar dos múltiplos formulários que já preenchi nesta requisição infrutífera, estarei a dedicar-me a este novo semestre de Miliuma com o apoio de profissionais que me orientarão nesta próxima jornada. Quando o Miliuma, em Março, completar o seu primeiro aniversário, então aí faremos uma festa e logo decidirei os planos de futuro. Por agora, baby steps.

 

Que venha um semestre cheio de força e que eu consiga manter-me com este entusiasmo com o qual agora vos escrevo. Contem com nada menos do que vos dei até agora: um blogue humilde, sem pretensões nem maroscas, feito de posts íntegros, frutos da minha opinião própria, das minhas pesquisas e investigações, das minhas escolhas pessoais, da minha aprendizagem e das minhas manias. Das miliuma insónias e das miliuma ideias que me surgem diariamente e que vão mudando, com(o) o tempo. Enfim, cenas.

 

©José Pinto Ribeiro

 

 

Está tudo bem, diria ele. E está. Não é para ser perfeito, porra, é para ser real.

 

 

 

#62 seis meses e bom fim-de-semana

 

Num piscar de olhos se passam seis meses. É oficialmente um bebé. Ainda a dar os primeiros erros e a reajustar-se. Em sessenta e uma publicações já me expus e manifestei mais do que alguma vez imaginei que conseguiria, mas a bom ritmo para o que me foi proposto - por mim a mim mesma. Não tinha feito promessas, quis só seguir o meu caminho, em partilha e comunidade com a verdade e com os que me lêem. Boa, miúda.

 

Por causa do Miliuma já fiz amizades e isso, se não for de louvar, que seja pelo menos de referir. Decidi que me ia fazer feliz, fiquei com medo e lancei-me. Seis meses depois estou aqui, na insónia número sessenta e dois, a dormir cada vez pior, não por problemas, mas por ideias de sobra, pelo corpo que, em alguns dias, nem sabe descansar com tanta felicidade.

 

 

 

 

© origem da fotografia desconhecida - contudo, dedicada sempre a ti. ♥︎