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Miliuma

insónias | ideias | publicações

#12 dizem que

 

 

O difícil é começar. Parece que é verdade. Há uma resistência qualquer que me faz ter que passar por uma série de circunstâncias até acreditar realmente nessas frases cliché que circulam a internet e as conversas de café. O que vale é que essas frases circulam tanto que já não sei a quem tenho de dizer “afinal tinhas razão”.

 

Também dizem que se deve começar um novo hábito a meio da semana e não num dia importante, como o dia 1 ou uma segunda-feira. Que aí sai o tiro pela culatra. Dado que comecei o blog no dia 1 de Março e tenho consulta com a Nitricionista no dia 1 de Abril (acho eu, ela é menina para estar a gozar comigo só por ser o dia das mentiras), parece que vou ter de passar pelas tais circunstâncias que me esperam para comprovar a veracidade da afirmação. Hoje sinto-me a mythbuster dos clichés da internet.

 

Resultados positivos desde 15 de Março:

- perdi 1,5kg

- finalmente comecei a ir todas as semanas ao ginásio (se não fosse ter o Rapid Fit&Well, acho que a história seria outra)

- comecei a fazer melhores escolhas alimentares, embora ainda não esteja a seguir totalmente o plano alimentar que a Ni fez para mim. Demasiados jantares a acontecerem.

- comecei a pesquisa sobre como comer melhor e esta manhã chegou o cabaz da Quinta do Arneiro com um rapaz sorridente a desejar-me uma boa semana.

 

Hoje perguntaram-me de onde vinham as minhas insónias. O que me causa as ansiedades.

Hoje respondi que devo estar num dia demasiado positivo para responder a isso tudo com a verdade. Hoje só me apetece estar em casa a trincar a maçã feiosa que veio no cabaz.

 

 

#11 o gin miliuma e a primavera

 

Assim foi, no dia 23 de Março de 2016, no Gin Lovers | Embaixada, que eu presenteei os meus amigos com gins e amêndoas e fui presenteada por dezenas deles, ali, a apoiar-me com um sorriso e tantos elogios:

 

 

Foi como fazer anos, mas melhor.

 

 

A apresentação não foi mais do que uma explicação rápida sobre de que trata este blog, ou, como mencionou a Inês Santos Alves no seu blog, este "espaço artístico-feminino". Entre mais de cinquenta pessoas, visitou-me o único que conhecia o meu primeiro e antiquíssimo blog, o João Tordo, que me perguntou porque estávamos a fazer uma festa passados tantos anos e se eu tinha mudado o nome ao dito cujo e, ainda, o político José Magalhães, que carinhosamente me ofereceu um livro da sua autoria, autografado e dedicado a mim. 

 

Para jantar, sobraram 30 e poucos resistentes, que juntei, em alguns casos, de forma imprevisível. Acabámos a noite com gargalhadas e, enquanto fechávamos a porta do edifício como últimos a sair, recebi frases como "para além de ter sido espectacular, ainda conheci gente tão, mas tão fixe. obrigada, helena".

 

Ainda estou a recuperar de tanta felicidade. Estas seis horas ficaram para a vida.

 

 

Deste dia, só coisas boas. Obrigada a todos que presentearam os meus quase trinta e um anos de vida e o meu primeiro projecto com tanta alegria - não sabia que eram (éramos) tantos; desde os amigos recentes aos que já conheço há mais de uma década, na noite de 23 de Março de 2016 senti-me em casa.

 

#miliumablog

 

 

#10 a primavera de 2016 e o começo do miliuma

 

Como prometido, chegou a Primavera que o novo acordo ortográfico teima em escrever com minúscula inicial. E com ela, o festejo.

 

No dia 1 de Março abri este adorado conjunto de zeros-e-uns e anunciei prontamente que celebraríamos mais lá para os dias quentes. Passa rápido. É já na quarta-feira. Celebremos a Primavera, as novas resoluções, a amizade e a capacidade de fazermos o que desejamos, sem pensar muito em quanto tempo durará nem qual o resultado final.

 

Não faço promessas, não é uma campanha eleitoral. A minha única quase-regra está no fundo da página do blog, escrita a branco por cima de um bloco de cor de cimento, que para quem tem dificuldade em deslizar os dedos no rato, eu copio após a imagem. 

 

Estão todos convidados a vir dar-me um abraço e a conhecer o Gin Lovers® na Embaixada, se é que ainda não conhecem. Atenção: não esperem nada para além de um bom convívio à moda antiga, com amigos, copo de Gin Miliuma na mão e converseta até à hora de jantar. Até lá.

 

 

Copyright © Miliuma 2016 All Rights Reserved

Ficarei muito grata com partilhas, desde que devidamente assinalada a sua origem com o link do post em questão. As opiniões vão mudando de tempos a tempos e nunca deixam de ser apenas opiniões - é favor as não levarem demasiado a sério. Finalmente, é importante salientar que apenas promovo produtos ou serviços nos quais acredito e os quais aprecio e usufruo, sendo que nenhum post sobre marcas, produtos, restaurantes ou outros serviços são necessariamente associados a ofertas e incluem-se as situações de falar positivamente sobre marcas com as quais nunca contactei e das quais adquiro produtos sem qualquer desconto ou benefício. Só assim considero que vale a pena! Obrigada.

 

 

#9 a melhorar a minha vida desde a semana passada

Nos meus cada vez mais raros tempos livres, gosto de estar no nosso sofá, a desfrutar da chaise longue estava esgotada no ikea e do tapete que mandámos vir para dar cor à nossa divisão favorita. Filmes em streaming, cabo para a TV, ele a experimentar a máquina nova de sous-vide ou a fazer petiscos em cozinha molecular e a felicidade estampada no rosto, que a minha vida move-se tanto em direcção a estes raros e importantes momentos de paz. Que engordam que se fartam, tenho a dizer-vos.

 

Já não é novidade nenhuma que fui ganhando peso por uma quantidade de infortúnios, mas o meu prazer em comer recostada durante uma boa sessão de filmes não ajudou, nem ajuda, nem ajudará. Ir ao ginásio? Só de pensar nisso fico com todo um painel de sintomas que me proibiriam de ir, desde a severas e súbitas pontadas nas têmporas, a enjoos inexplicáveis.

 

Não é só o exercício, é o cheiro, é o flirt foleiro, é o balneário e as toalhas que escorregam dos corpos das mulheres despudoradas que conversam enquanto passam, vigorosamente, creme nas pernas. O tempo que se demora a ir e a voltar, os chinelos para ir tomar banho, o saquinho cheio de tralhas de banho, a logística, os cadeados, que eu sempre chamei de aloquetes e ninguém me responde quando eu digo que não sei da chave do aloquete e será que é desta que vou ter de pedir para o partirem com um alicate gigante. 

 

Tentei fazer exercício em casa. Ao fim da terceira flexão lembrava-me de uma série de coisas que tinha para fazer e que nem me tinha lembrado. Quatro abdominais e a máquina de lavar roupa apitava, havia uma urgência de todos os afazeres mundanos nos seus chamamentos.

 

Depois a S. falou-me do Rapid Fit & Well, fui experimentar uma aula gratuitamente e não quis outra coisa. Parece publicidade. Mas não é. Ou até é, mas das verdadeiras. Balneários individuais (uma pessoa, um balneário, mesmo!), personal trainer, 20 minutos e estás despachada como se tivesses feito mais de uma hora e meia de ginásio. Cremes gratuitos, proteína no fim do treino, enfim. Acabaram-se os agachamentos errados a criar mais dores nas costas do que glúteos firmes - tenho sempre lá uma pessoa pronta para dizer vamos lá helena enquanto choramingo, sem se chatear comigo e ainda saio de lá a sorrir. 

 

 

 

Tudo muito bonito mas agora tenho de ir, que vou treinar. (ui, que orgulhosa que eu estou).

 

No próximo post partilho os dados, para vermos a evolução com dieta da Ni e Rapid Fit & Well.

 

 

 

 

 

 

#8 vícios para uma família feliz

 

Voltei definitivamente de São Paulo, instalei-me em Lisboa e liguei ao Tiago. E se fizéssemos alguma coisa os dois? Tu escreves, eu interpreto, já está. OK. Ainda bem, vou ligar a um amigo meu que de certeza que também vai gostar da ideia. O Eurico gostou da ideia. Ganhámos o concurso para ficar na sala 3 do Teatro Rápido, no Chiado. Entre o telefonema e a estreia passaram-se uns singelos dois meses.

 

Tivémos uma estreia fantástica aos olhos de todos, o que não costuma ser grande agoiro na prática teatral. Eu, arrasada por um drama pessoal que se me caíra no colo quatro minutos antes da entrada em cena, fiz a peça com a maior adrenalina de todo o mês. Usa isso, disse o Tiago. E diz-se muito, usa isso a teu favor. Hoje estou profundamente grata por esse infortúnio. Mudou todo o curso da minha história, para melhor. Usei isso para estreia e para a vida.

 

Dois anos depois, ainda à espera de sermos pagos pelo Teatro Rápido/Encena/Alexandre Gonçalves, decidimos investir outra vez o nosso tempo sem expectativa de retorno. No sábado em que gravámos "Vícios Para Uma Família Feliz" - o filme - senti a adrenalina fluir e arrepiar-me o pescoço, numa felicidade pura pelo que estávamos a fazer, num prazer genuíno em conhecer todas aquelas pessoas que quiseram amar este filme connosco. Foi um dia de amor. Acabámos a comer migas do pingo doce e a beber minis da bomba de gasolina mais próxima. 

 

Março de 2016, o filme é exportado e as lágrimas sobem. Sem ainda ter tido um dia para apresentá-lo à equipa, já recebi duas boas notícias: Short Film Corner do Festival de Cannes, Selecção Oficial do Madeira Film Festival.

 

Um dia perguntaram-me: e se não houvesse dinheiro no planeta e pudesses fazer qualquer coisa, o que farias ou o que serias?

Actriz.

 

imagem de cima © Alípio Padilha // imagem de baixo © Miguel Sales Lopes

 

 

 

 

 

#7 a nitricionista

 

Quando comecei a passar pelo processo falado no post #5, o meu mais querido dizia-me "fala com a Ni, que ela ajuda-te." E eu respondia que não conhecia a Ni de lado nenhum, nem sabia de quem ele estava a falar. E ele dizia que não fazia mal, que ela era boa pessoa e que lhe escrevesse.

 

Depois comecei a pensar no blog e em todas as mudanças que queria partilhar. Falei com o F. e expliquei-lhe que também estava a mudar a minha forma de pensar a comida, que não só a transformação se devia a ter passado a ver/ouvir 24Kitchen em background todo o dia, devido ao facto de o meu mais querido agora ser chef de cozinha, mas também pelo recente interesse pela proveniência dos alimentos, pelo que é verdadeiro, como eu chamo àquilo que sabe ao que é: azeite que sabe a azeite, alface com sabor a alface - um sabor que até há tão pouco não sabia existir. O F. disse "então tens de falar com a Ni". E eu respondi-lhe o mesmo e ele disse mais ou menos o mesmo que o primeiro, com outras palavras.

 

Depois o F. fez anos e fomos festejar o aniversário dele. E ela sentou-se à minha frente e falámos dos nossos blogs. Aliás, falámos do blog dela e do embrião do meu. Até há umas semanas eu não tinha propriedade para falar de blogs porque, simplesmente, não os conhecia.

 

Agora a Nitricionista trata da minha saúde e é minha amiga. Com ela, corre-se esse risco. 

 

#6 nas nuvens

 

Hoje ligaram-me para me convidar para contar uma estória para uma plateia. E eu, atarantada no meio de uma grande confusão à hora do jantar, disse que à partida não havia problema, mas que tinha de confirmar na agenda porque já tinha tantas coisas para fazer e ainda me pus a abrir um blog há uma semana atrás. O rapaz (até aos 60 são todos rapazes) responde: sim, eu sei, eu li-o. Pimba. Sorriso. Como dizer que não vou contar uma história se admiti logo no terceiro post que tinha miliuma histórias para contar?

- As minhas histórias têm muitas vezes ilegalidades. Não vou sair de lá algemada, pois não?

E o rapaz descansou-me. Com ilegalidades referia-me a cruzar riscos contínuos, não sei em que é o deixei a pensar.

 

Tudo para dizer que as melhores histórias que tenho ouvido são no Uber, que eu tanto tanto uso, visto que o maravilhoso pavimento lisboeta me anda a lixar o carro todo e nem com dístico consigo lugar à noite.

 

Hoje está frio. Falei de botijas de água quente para aquecer os pés na cama e disse que não uso porque tenho medo que rebente e me queime os pés. Também conversei sobre o conforto de um cobertor eléctrico, mas não, nunca comprei que às tantas ainda há um curto-circuito e ele arde.

 

Também falei de aviões com o A., o motorista. Ele tinha vindo da indústria farmacêutica e percorreu o mundo de avião. Disse-me que tudo menos aviões, que odeia voar. E eu disse-lhe que não há nenhum transporte que me faça sentir tão bem e tão em casa. Adormeço antes de levantar voo, qual criança na cama da mãe a descomprimir de uma semana barulhenta. No espaço desta semana vão ser quatro voos porto-lisboa. E isso traz-me cá um descanso, até parece que me passa o frio.

 

#5 este post não é sobre o dia da mulher

Da última vez que passei por isto, há 4 anos atrás, fiquei com 49kg e já me doía sentar-me em algumas cadeiras, dada a magreza. Tive que fazer dieta para engordar. Este ano não, este ano, do alto dos meus 62kg, fiquei igual e acabaram-se os sisos para retirar.

 

A minha tendência é perder peso, cantava aos quatro ventos, orgulhosa de uma qualidade que me era intrínseca e que eu violava por achar que estaria sempre lá. Lembro-me de dizer à M., depois de uma sessão fotográfica, que desta vez tinha ficado com os braços mais gorditos mas que agora no verão tudo ia desaparecer, porque basta-me deixar de ir às hamburguerias gourmet dia sim dia não e nadar um bocadinho que a coisa passa, afirmei entre duas batatas fritas numa tasca que serve almoços.

 

Passou o verão, o resto estava disfarçado numa elegância aparente - aos olhos dos meus estava mais inchada, aos olhos dos outros continuava impecável, dentro dos parâmetros aconselháveis do IMC. Voltou o outono e pensei que agora que viria o frio até me dedicaria a comer umas sopitas - qu’isto ao fim de duas semanas vai lá, respondia a quem perguntava. E começou a tornar-se esquisito. Eu, a tripeira que comia mais do que os seus amigos homens, que fazia viagens gastronómicas e se orgulhava do seu alargado gosto culinário, teve de começar a admitir que às tantas a cara redondita já não era só uma cara redondita. E ele, que me ama e é chef de cozinha, começou a ter cuidado com o que nos cozinhava porque me via cada vez mais triste, sem motivação para fazer a tal semana a sopas que num instante isto passa, garantia-lhe em lágrimas. Era uma bola de neve, quanto menos me reconhecia ao espelho, mas difícil era admitir as mudanças.

 

Entrei na novela e pensei: porra, logo agora que não cuidei de mim, mas com o ritmo das gravações isto melhora e quando estrear já estou normal outra vez. Depois fiquei doente e cheguei ao peso com que estou hoje. Depois as gravações acabaram. Depois o ano passou.

 

Virei-me de lado relativamente ao espelho. O volume era outro. A cara também. Os braços, o pescoço, os dedos e os anéis a trocarem de posição até os anelares caberem nos mindinhos. Melhorei na saúde. Continuou tudo igual e não houve um horóscopo de segunda categoria que me soubesse avisar que as grandes mudanças de uma vida também podem ser estas, que as novidades de 2016 também podiam ser difíceis numa perspectiva que não conhecia. 

 

Assim, peço desculpa a todas as pessoas a quem disse que isso (ou isto, dito por outrem noutro momento) é uma conversa fútil. Não há nada de fútil na transformação pessoal; não há nada de insignificante na aprendizagem e na mudança.

 

A todos os homens que lerem este texto e a todas as mulheres que nunca passaram por isto: sorriam quando se lembrarem de mim. O nosso novo reflexo toca a quase todos nós. Assim: pum, como uma machadada. Não falo só do corpo, é preciso mencioná-lo? Os olhos também cabem no espelho. Cabe a cada um saber interpretá-lo e admirá-lo, perceber que mais uma fase da vida se iniciou e que está tudo bem. E agora que sei que é diferente, agora que admito que sou diferente, avanço sem esperar voltar ao que era - antes anseio algo melhor. 

 

Agora vou procurar as coisas boas, os vegetais saborosos, os peixes frescos do mar, as carnes sem hormonas, o azeite do alentejo e os espargos do senhor à beira da estrada nacional. Aumentar a sensibilidade do palato. Respirar melhor. Fazer exercício físico sem sentir que é uma perda de tempo. Voltar a escrever. Porque tudo o que muda no meu corpo, muda no resto de mim. Sim, actriz, já devia saber isso há mais tempo. Sei hoje, e hoje é um bonito dia para começar.

 

 

 

 

#4 agendar a felicidade

Foi na publicação #2 hashtag - feliz que comecei a explicar do que é que isto se trata realmente. Para mim, é uma revolução.

 

Depois da epifania, usei o google durante horas ao longo de semanas e fui percebendo que há uma série de pessoas e ferramentas criadas por essas mesmas pessoas com o intuito de ajudar quem está a passar por processos de revoluções pessoas. A palavra de 2016 podia ser “motivação”. 

 

Foi assim que encontrei o Happiness Planner. E que lhes escrevi a contar o que andava a pensar para a minha vida. E eles, simpáticos, enviaram-me agenda dos 100 dias e disseram “vai, miúda e manda notícias” (em inglês é mais formal mas tenho a certeza que era isto que diriam se dominassem a língua de camões).

 

Eu, que tinha cadernos feios, não usava canetas às cores e coleccionava autocolantes às escondidas, sem nunca os colocar nos cadernos porque Tom-Boy era o meu nome do meio no que diz respeito a estas coisas da escola.

 

Mas vamos falando desta revolução por partes, hoje é dia de mostrar o meu primeiro dia na minha primeira agenda. Ah! E leiam o testemunho da Mo, é mesmo bonito.

 

 

E assim, o Happiness Planner tornou-se a base do meu propósito e destas miliuma partilhas. Venham 100 dias de objectivos, só para começar.

 

Thank you Mo <3

 

 

 

#3 como escolher um nome de um blog

ou como chateei várias pessoas que tenho em altíssima conta e tive de parar antes que elas desistissem da nossa amizade.
 

 

Quando conto as minhas histórias, muitos me dizem: devias escrever isso! Ora, na tal epifania dos trinta + passagem do ano para 2016, decidi-me então a passar uma série de coisas para papel ou, neste caso, a web. Juntei uma data de amigos (jornalistas, escritores, bloggers, directores criativos, gestores de redes sociais, por aí fora) num grupo de facebook e comecei a pedir-lhe opiniões para nomes.

 

A R. disse logo canhoto por linhas tortas e confesso que foi o nome que quase aguentou até ao fim. Daí, muitos foram surgindo, com base no meu objectivo: escrever sobre uma boa quantidade de coisas, sobre o que me surgir, como uma conversa (quase) sincera com quem quer que seja que lhe interesse ler sobre a e coisas d'a canhoto.

 

Havia um problema, e agora vem a moral da história: nenhum dos nomes me convenciam porque não eram meus, eram os meus favoritos de sugestões dos outros, que me aturaram com cara desconfiada durante semanas, até ganhar coragem para dizer não é nada disto que eu quero.

 

Resolução do problema e capítulo final: reuni com o João Amaral, o designer. Pediu-me para descrever o conceito. Expliquei-lhe que desde criança sempre tive insónias e escrevia na minha cabeça textos enormes, com vírgulas e parágrafos. Posts sem saber o que eram posts. Que nessas mil e uma noites de insónias me surgiam mil e uma ideias e que o blog era, na verdade, sobre mil e uma coisas. Calei-me. Miliuma. Miliuma sou eu. (Porque não fazer miliuma publicações?)

 

 

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